TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

na churrascaria do Vavá


   Na churrascaria do Vavá não se serve carne trêmula, o rodízio não inclui massas ou emoções baratas e os convivas são de distintas épocas e extrações sociais. Ali tudo cheira bem, sobretudo as consciências, e todo refresco é gelado num dia desidratado. A churrascaria do Vavá é tão distinta que ali todo mundo é vegetariano.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Prefeituras do Brasil



    O prefeito é uma autoridade. Seja feita a sua vontade. Nos grotões e mesmo nas urbes o prefeito é tratado de doutor, cercado de mesuras, criatura que invariavelmente não cumpre as promessas que fez em campanha; quais sejam , como sempre : acabar com a roubalheira, governar pra todos,fazer uma administração voltada para os carentes,os que votaram e os que não votaram nele receberão tratamentos iguais, funcionários da municipalidade e prefeito são tudo uma coisa só, saúde, segurança e educação pra todos. Essas são as máximas reduzidas a mínimas após alguns poucos meses de mandato salvo cada vez mais raras exceções.
     2012 pode não ser o fim do mundo mas é ano de eleição municipal o que acaba sendo a mesma coisa no atual contexto pois é mais do mesmo. Se em São Paulo sai Kassab o que vem no lugar não parece ser nada melhor seja qual for o candidato. E isso multiplica-se país afora com prefeitos querendo arrumar os parentes, os maiores carentes amigos de bons cargos e todos os cupinchas. Isso não é descrédito em relação a municipalidade . É apenas a mais triste realidade quando vemos o milagre da multiplicação de mazelas municipais país afora com a malta “prefeitística” sempre reclamando - como Odoricos Paraguaçus caricatos – e colocando a culpa da inoperância na conta dos baixos orçamentos de suas cidades mesmo que elas sejam ricas. Isso é o de menos pra corja que quando está prefeita quer a “deputança” ou até a “governança” estadual.
   Mesmo que me interpretem como um anarquista pueril insisto em dizer que pouco creio nesses prefeitos nossos. São frutos da péssima educação política, treinados para malversação da grana pública e na arte de agradar os amigos e influenciar pessoas. Nesse contexto me dá uma enorme preguiça em pensar no tanto de grana que vai se gastar esse ano para que votemos nos trastes de sempre. Queria poder ter esperança nos prefeitos e prefeituras do Brasil mas acho que todos estão apenas emaranhados no mesmo covil . Com o perdão da vil rima. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sabedoria do coração 1- sem missão

steve mc curry, fot   .  

  Sou essencialmente um lutador mas também perco. A sabedoria do coração tem preço e demora a chegar. Às vezes quando chega já é tarde demais mas isso é pessimismo e aqui sopram outras brisas.
   Tive muitas vozes mas perdi todas. Graves, agudas,doces, resolutas. Agora busco apenas uma voz, pra me achar de novo inteiro nesse confuso tabuleiro onde já ofereci quitutes diversos. Todos dispersos. Todos de certa forma me levando à beira de abismos cômodos,abismos jogadas de efeito que me pareciam fazer ser mais destemido do que se fato sou.
   Inconscientemente imitei estilos .Os meus próprios e os de outrem. Mas sempre almejei ouvir minha própria voz. Serena, de preferência. Paciência se não consegui. Mas tento e tentei operar numa freqüência modulada ao sabor de plácidos acontecimentos. Cansei de tormentas já que tantas enfrentei. Quero as calmarias mas não a acomodação.
  Talvez a sabedoria do coração seja a mais difícil de ser conseguida. Saber ter placidez mesmo em meio a intempéries. E saber dar ao coração a chance de oferecer a outra face. O mais difícil é ser humano. Demasiadamente humano.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

caros amigos carnavalescos


   Se o ano começa só agora,pós-carnaval,se as turbas continuam cada vez mais violentas e ignaras como se viu na apuração do carnaval paulistano,se todo mundo continua a discutir o destino dos “craques” do futebol e das celebridades inócuas é porque temos mais dos mesmos filmes.
  No entanto há filmes –ou seqüência deles–que nos servem para reflexão sobre momentos idos e vividos e sobre aqueles que estão por vir. Mais dos mesmos filmes que tem a nos acrescentar. É o caso da trilogia italiana (Meus Caros Amigos 1,2 e 3) que revi nesse carnaval sem confetes e nem serpentinas. Na verdade o 1 e o 2 já havia visto e resolvi revê-los para assistir ao 3, para mim inédito e justamente o mais fraco talvez até pelo fato de não ter sido dirigido pelo imortal Mário Monicelli e sim por Nanni Loy.
   Não tenho a menor pretensão a essa altura de ficar falando sobre filmes tão amplamente comentados e muito menos de me dar ares de crítico de cinema. Só queria mesmo era colocar uma pitadinha de reflexão barata sobre o que esses três filmes nos convidam a pensar: amizade,envelhecimento e , sobretudo, não levar a vida a sério. Como disse o conde Nascetti- personagem vivido pelo impagável Ugo Tognazzi – no terceiro filme da série “o importante não é trabalhar ,é rir”. Ou “rir é o melhor remédio” como propunha uma remota seção da remota revista “Seleções”.
  Em tempos bicudos como os nossos onde tanta inutilidade é levada a sério e as pessoas se melindram por tão pouco é legal pensar que rir possa ser o melhor remédio. Mesmo que ele não cure, distensiona os nervos.Gostei desse carnaval com os meus “caros amigos”.   

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CENTRO VELHO DE SÃO PAULO

        Chove. Não estava previsto. Muito menos quando cheguei ontem ao centro velho de São Paulo a procura de uma locação imprevista para um filme que jamais farei.Sequer um documentário que é minha praia. Chove e me abriguei sobre velhas marquises, olhei de jeito atemporal para as pessoas que comigo cruzavam. Bezerros mansos e molhados a olhar o movimento das guardas municipais e de camelôs que corriam dos pingos da chuva.
    Tudo mesmo imprevisto. Meu destino no começo de tarde era outro.Um compromisso cancelado no Itaim Bibi.  E me vi diante de uma rota alterada a vagar por lembranças que tive e que não tive nas cercanias da Praça da Sé, Praça do Correio, Vale do Anhangabaú. Subi ao edifício Martinelli e vi a casa do comendador lembrando sempre do saudoso escritor Marcos  Rey . Olhei com ternura os deserdados do centro e segurei com ternura a mão amada que me amparava. Não me senti solitário mas sim solidário à tanta incerteza que vaga pelo centro velho de São Paulo.
       Não vou azedar o pastel e nem o gostoso virado a paulista que comi pertinho da Bolsa de Valores. Por isso não falarei do nosso insípido prefeito atual e nem de suas inodoras ações vazias de conteúdo, sentido ou humanismo. Considero que ele é transitório como tudo o que se passa nessa cidade de milhões de almas que eu tanto odeio porém amo. 
   Por mais que eu negue me senti tão paulistano quanto o virado que eu comia, quanto o céu cinza que vislumbrava o feio horizonte do parque Dom Pedro. Pensei enfim que era só uma questão de karma eu estar ali , naquele agora.Sei que nada sei, sei que lembrei do incêndio do edifício Joelma que eu vi de longe e sei que recordei  meu avô , bêbado e feliz , a transportar pacotes e guloseimas para a então remota Vila Olímpia a partir do ponto de ônibus que havia na Praça das Bandeiras. Sei que lembrei dos meus diários trajetos pela ladeira general Carneiro e só de noite uma notícia me fez recordar de que o Teatro Municipal que espiei à tarde "comemorava" exatamente ontem os 90 anos da Semana de Arte Moderna sobre a qual nunca param de falar.
      São Paulo , apesar dos pesares, continua a ser a "comoção da minha vida" tal qual evocava a expressão de Mário de Andrade. Continua a ser paradoxo, contradição, feiúra e clichê. Mas seu centro velho no qual não enxergo futuro faz com que eu sinta que o presente ali não exista. É hoje apenas uma feia e espessa fenda para o passado. Que fica ainda maior num dia de chuva quando me sinto o mais ingrato e superlativo dos paulistanos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ouvir João Ubaldo...

     
    Por aqueles acasos internéticos hoje dei de cara com uma entrevista concedida ano passado pelo escritor João Ubaldo a uma revista brasileira. Estava"linkada" numa página  que me enviou a escritora e fotógrafa  Roberta Simoni. Lembrei que tantos anos convivendo profissionalmente com escritores e tendo entrevistado centenas deles para várias mídias (sobretudo Tv quando fazia os programas Literatura e Mundo da Literatura) não tive nunca a sorte de prosear com o Ubaldo apesar de termos até amigos em comum. Uma vez ele me escapou lá em Itaparica quando eu estava deslumbrado com "Viva o Povo Brasileiro" e seu maravilhoso caboclo Capiroba. De outra feita ele estava mal de saúde e não quis expor sua fragilidade diante do vídeo quando intermediários acertaram uma entrevista pra tv. Mas nada disso importa. Isso é titica.
    O que vim aqui dizer é o seguinte : uma das qualidades que mais me agradam desde sempre em Ubaldo é seu total despojamento diante desses salamaleques literários, essa liturgia babaca que fica ao redor de qualquer bom autor como se ele fosse uma divindade que está sempre a parir feixes de luzes. Esse procedimento pedante e pomposo turbinado por acadêmicos de várias procedências, editores, críticos e puxa-sacos distancia o autor do seu público em primeira e derradeira instância. E me parece que quanto menos talentoso é um escritor mais ele gosta dessas asneiras. O que tenho visto de jovem autor pela internet se levar a sério e se atribuir talentos e superpoderes é acima da média do aceitável. Tipinhos que fazem espuma, que jogam pra torcida e pra mídia, que bajulam quem possa lhes dar destaque mas cujas páginas não resistem à leitura dos primeiros parágrafos tal a ruindade.  Esses tipos deviam ouvir mais João Ubaldo que sabiamente disse na entrevista que citei acima :

Sente-se confortável entre escritores e críticos? 
JOÃO UBALDO RIBEIRO -
Me sinto. Só não me sinto à vontade com o que é muito pomposo. O sujeito pomposo, que encara a condição de escritor como uma coisa meio esotérica ou monástica. Quando é complicado eu não gosto não. Entre os críticos, quando consigo entender o que eles falam, me dou muito bem. Quando não consigo, digo que não entendi e eles acham que estou fazendo piada.

Com esse veredito de João Ubaldo quem sou eu para discordar ? vamos ouvir o homem...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Wando, o sedutor

      
    Hoje o Brasil só vai falar de Wando. Vão, enfim, lembrar dele como deveria ser lembrado. Até a "Folha de SP" que se auto-intitula"um jornal de prestígio do segmento premium" vai,talvez, dedicar a ele o espaço que dedica a qualquer espasmo de poeta concreto porque, enfim, Wando não está mais entre nós. Ele que era, sem favor algum, uma das mais completas definições do brega nacional, na escala das emoções úmidas, baratas e tão caras à sensibilidade feminina dos segmentos não favorecidos economicamente. Falei  parodiando pedantismo para dizer que o Wando era a cara do Brasil.
       Nos idos de 1975 ( talvez um pouco antes,talvez pouco depois) me vejo adolescente abaixo do Minhocão indo em direção à Biblioteca Monteiro Lobato ( na rua General  Jardim, Vila Buarque, quase centro de SP) indo encontrar jovens amigos afeitos à poesia quando esbarro por todo o caminho desde o Parque Dom Pedro com rádios ligados que sem parar tocavam "Moça" de Wando onde ele proclamava meloso "quero me embolar nos seus cabelos".
     Na vida profissional me lembro de ter estado com Wando mais de uma vez. Simpaticíssimo. Sempre achei que ele fosse de Congonhas do Campo porque conheci um músico que tocou com ele que era dessa cidade e garantia ser Wando seu conterrâneo. Mas Wando era de Cajuri e morreu em Nova Lima. Mineiro da gema que encarnou como poucos o romantismo exacerbado de luz neon,  calcinhas e bebidas doces que emolduram a sensibilidade nacional. Com Reginaldo Rossi e Waldick Soriano forma há muito tempo  a santíssima trindade das trilhas sonoras dos puteiros. Há muito merecia um documentário, uma biografia, uma homenagem à sua altura. Mas o Brasil "premium" das Folhas Ilustradas acha que essa honra só cabe aos poetas concretos e nunca a Wando, o sedutor.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Saudoso Ronald Golias

         
Ricardo Corte Real (esquerda), Ronald Golias e Pelé
     Tem horas que do nada somos abalroados por maravilhosas lembranças de infância. Hoje conversando animadamente com o amigo Dagomir Marquezi recordamos às gargalhadas dos maravilhosos humoristas brasileiros , sobretudo os do passado, que não são nem homenageados  nem reverenciados como deveriam. Outro dia aqui falei do grande Chico Anysio e hoje nossos risos e bons fluídos se voltaram pra o saudoso e impagável Ronald Golias, falecido em 2005.
      Lembramos em especial de um maravilhoso episódio da "Família Trapo" onde Carlo Bronco Dinossauro (o cunhado trapalhão de Otelo Zeloni ,um dos mais legais personagens do Golias) "ensinava" com resignação e uma certa preguiça o rei Pelé a jogar bola. Impagáveis as caras e caretas do Golias diante da estupefação de todos em especial do sobrinho que era interpretado pelo querido Ricardo Corte Real, filho do também esquecido Renato Corte Real.
      Essa cena, esse episódio, grudou-se pra sempre nas paredes da minha memória como das lembranças mais legais da infância e qual não foi minha surpresa que ao decidir falar do assunto depois do papo de hoje com meu amigo dou com um pedaço da cena na minha procura no "São Google". Viva a tecnologia que faz ser possível vocês terem uma idéia do que estou falando. Pena que ela não seja suficiente para recuperar todos os acervos definitivamente perdidos do que foi a família Trapo e muito menos possa ser usada pra abrir a cabeça dos produtores culturais desse país que deveriam valorizar muito mais a vida e a obra de nossos grandes humoristas. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nosso fim pode ser nosso começo

Paul Gilding :estamos no fim ou em um novo começo ?
    Bem interessante hoje a entrevista concedida por Paul Gilding ao jornal "O Globo". Clique aqui e leia. Gilding é um importante ambientalista de capilaridade mundial ,autor do livro "A Grande Ruptura" onde prevê um futuro bem sombrio para a humanidade se mantivermos o ritmo de crescimento econômico dos dias atuais. Para ele "os países em desenvolvimento estão presos numa armadilha dos ricos, que resolvem tudo com o crescimento econômico. A verdade é que movimentos como Ocupem Wall Street nos mostram que o crescimento econômico não entrega sempre uma integridade social; ao contrário, pode criar mais conflitos e divisões na sociedade".
   Gilding apesar dos seus prognósticos não se considera um pessimista pois também acredita na capacidade de reação dos seres humanos. Diz ele que “podemos ser lentos, mas não somos estúpidos”. Eu diria que tudo é uma questão de ponto de vista e de geografia. Gilding é australiano , mora com a família numa fazenda da Tasmânia e deve conviver com atores sociais que lhe deem a chance de ter um minimo de otimismo.
    Vivesse ele em São Paulo ou no seu entorno como a Granja Viana onde os políticos boçais e o "imobiliarismo" devastam e transformam tudo em shopping center, centros comerciais e sobradinhos malocas de classe média sem uma única árvores talvez não tivesse tantas razões para otimismo. Se o mundo vai acordar creio que o fará muito lentamente. E quando despertar até essa reação chegar aos nossos letárgicos rincões poderá ser tarde demais. Não vejo por onde ando um único motivo pra ficar otimista com o futuro dos brasileiros. Mas acredito que nosso fim possa ser um novo começo. 

Jornais velhos e juventude antiga

reprodução de um Folhetim já de época não tão aúrea
         Sou de um tempo não digitalizado. Me explico : boa parte do que produzi para jornais e revistas são de uma época anterior a atual. Mofa minha pífia existência jornalística nos alfarrábios dos jornalões assim como a minha memória do tempo em que consumia com avidez algumas publicações para mim saudosas como Pasquim, Enfim, Folhetim.  
      Isso quer dizer que pouco de mim se encontrará nos googles da vida e muito menos dessas já jurássicas publicações a que me refiro. Tanto que foi difícil achar a reprodução de um número do Folhetim acima. Sinal de outros tempos e não escondo meu saudosismo. Pô gente, ele é legítimo em virtude do que se processam nas redações hoje em dia onde se está mais interessado na vida sexual de atrizinhas e atorecos fajutos do que em algo que tenha um minimo de consistência. Mas esse é outro - chato - papo.
    O que tinha a lhes contar é o seguinte : tenho o bizarro hábito de ler reportagens e entrevistas antigas e por sorte tenho aqui em casa a maior parte da coleção da extinta revista Realidade e do  aqui citado Folhetim , um saudoso suplemento dominical da Folha de S.Paulo que fazia minha alegria nos idos vividos de minha juventude. A fase que o Folhetim era dirigido pelo saudoso jornalista Tarso de Castro foi imbatível apesar da obsessão que ele tinha por Chico Buarque que foi capa do suplemento inúmeras vezes mesmo quando nada tinha a dizer. Mas esse também é outro -chato - papo.
      Dizia eu da minha estranha mania de ler entrevistas velhas e matérias antigas. É uma maneira legítima de se olhar para outro tempo e mergulhar nas frestas dele. Engraçado ler sobre opiniões e conceitos de artistas emitidas em outros tempos e vê-los hoje mortos ou estrangulados pelo mercado. A afinação e arte de ler jornais  e revistas antigas nem sei se tem tanta serventia para profissionais da minha faixa etária . Mas juro que acredito que faria um bem tremendo aos mais jovens que muitas vezes sem saber de histórias passadas glorificam ações policiais pestilentas e acham que alguns artistas "exageram" quando desafinam o coro dos contentes. Tô achando que a juventude envelheceu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ben Gazzara, bye bye

Ben Gazzara e Orneta Mutti em "Crônica de um Amor Louco"
         Ficar sabendo ao sabor da navegação a esmo na internet. Aqui e agora. Ben Gazzara se foi.Se eu o achava um ator extraordinário ? nem sei... se eu me identificava com seus personagens tal qual no filme de Marco Ferreri "Crônica de um Amor Louco" ? também não sei dizer.Só sei dizer que gostava do caboclo, especialmente porque colocava algo de visceral no que fazia. Isso faz a diferença nesses tempos de atores  bonitinhos e assépticos. Ben Gazzara tinha cara de homem. De homem que sofria e virava noite de sono por causa de um amor frustrado ou uma contrariedade grandona. Era um cavaleiro cavalheiro. E mais não digo. Espero que ache divertido o outro lado. Dele guardo bons fotogramas e um papo muito simpático uma vez quando o entrevistei ( para o Caderno 2 do Estadão?  não lembro) num salão do prédio da Tv Gazeta na avenida Paulista onde ele tomava parte de um filme do saudoso Walter Hugo Khouri. E  la nave va...

Benício batuta

    
    Quem tem mais de 30 anos por certo já se deparou com cartazes de filmes do antológico Benício, ilustrador e desenhista gaúcho, um batuta não valorizado como deveria. É mais um desses artistas pouco lembrados no país enquanto se festeja qualquer espasmo de poeta concreto. Hoje de manhã esbarrei com uma velha edição da revista Trip que fazia alusão ao Benício e resolvi render aqui minha singela homenagem. Nascido em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, em 1936 fez e aconteceu em diversos segmentos como a publicidade. E ainda arrumou tempo e talento pra desenhar pin-ups legais como a que está abaixo. Grande Benício.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

a volta dos parasitas de gravata


    Bem, pode o amável leitor me puxar a orelha por me referir de maneira tão descortês à grande maioria de nossos congressistas ? Por certo que pode...pode o amável leitor me chamar de ingênuo,pueril ao achincalhar aqui as "excelências" de Brasília ? Também pode. Mas nada disso irá mudar a impressão máxima e péssima que a maioria deles deixa diante dos brasileiros que definitivamente não confiam mais nos parasitas de gravata que fazem o que bem entendem e dão as costas à opinião pública.
  Nesse dia 2 de fevereiro eles começam mais um "ano letivo" que será eletivo/eleitoral o que nos leva a crer que a malta vai trabalhar menos ainda como já andam anunciando. Depois de gozarem de "merecidas férias" às custas do erário nacional eles voltam hoje mais alegres e mais gordos em busca de verbas, benesses, favorecimentos e necas para os contribuintes. Mais um ano perdido, mais um período  legislativo deplorável pois as garras andam mais afiadas do que nunca.
   E de uma vez por todas vamos acabar com essa balela de que a mídia presta um desserviço quando esculhamba essa gente. Garantem que Legislativo desacreditado é perigoso pois favorece as vias golpistas. Balela. Golpe é todos os dias nos depararmos com o deplorável Legislativo brasileiro. Um Congresso Nacional ( que com as exceções de praxe) envergonha qualquer cidadão honesto.A parasitagem engravatada é uma praga superlativa. E está roendo a nossa parca esperança, infelizmente. Não dá pra comemorar a volta dessa corja ao "trabalho".   

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