TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A PALAVRA

        Depois de nove meses tive um filho. Era um filho mirrado,feio, desengonçado.  Mas era meu filho .Por vezes me esgueirei sob lajes e pilastras para fugir dele. Mas ele, persistente, sempre me buscava. Muitas vezes me perdia. Eventualmente me achava. Mas eu sempre refugava. Sim, era um filho que eu renegava. Meu filho me escapava entre vírgulas,travessões mal postos, interjeições fugidias, imprecisos parágrafos. Mas sempre me procurava. E eu me resignava. Como faço, aqui e agora,diante desse meu filho imperfeito. A palavra.  

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cláudio Humberto, inqualificável porta- voz

       

    Gosto muito de rádio. Para mim é mídia que nunca envelhece. Se renova, se recicla mas continua com a corda , ou melhor, com as ondas todas. As céleres ondas do rádio transformam fatos em opiniões, opiniões em conceitos e são um baita laboratório democrático que faz com que correntes divergentes se expressem na velocidade hoje acompanhada par e passo com as redes sociais.   Por isso quem opina no  rádio deveria sempre levar em conta o peso de sua fala . Ter mais responsabilidade sobre aquilo que professa ou sobre as ideias que divulga. Na maioria das vezes não é isso que acontece. Pior ainda quando os pitaqueiros do rádio são elementos de pouca ou nenhuma credibilidade.
      O preâmbulo foi feito para contextualizar meu asco em relação as opiniões  que divulga todos os dias na Band News FM de Brasília o jornalista Cláudio Humberto cujo currículo fala por si só. Seu ponto alto   como petulante porta-voz do nefasto governo Collor deveria desqualificá-lo para o resto da vida. Mas, Brasilzão sem memória, isso não o desqualifica mas o qualifica . É estupendo nosso esquecimento e de jornalista desacreditado esse tipo passou a ser considerado pelos mexericos que promove em suas colunetas políticas.Mas não estou aqui sequer pra falar das colunetas dele mas para responder por esse meio a uma ofensa dirigida a todos os ambientalistas. Não sou ambientalista mas visto a carapuça quando esse elemento chama de "idiotas" a todos os defensores de meio ambiente como fez hoje nas suas verborragias e bravatas matinais.
     O epíteto dirigido por esse elemento aos ambientalistas de deve ao fato do Ministério Público local ter questionado na justiça as violências ambientais cometidas nas obras de ampliação do aeroporto JK  aqui de Brasília que estão detonando o cerrado e embolando o trânsito. Cláudio Humberto disse que em nome do progresso e da liberação de vias os "defensores de pererecas" ( que é como ele designa os ambientalistas) são um bando de idiotas que o irritam muito. 
      Evidente que era de se esperar que um emissário das trevas  como o Cláudio Humberto não poderia defender um raciocínio progressista que fosse além dos interesses dos automóveis de Brasília que levam e trazem os seus amigos pendurados no poder. Mas daí a chamar de idiotas todos aqueles que defendem as causas ambientais é lamentável, ainda mais partindo de quem parte , um patrimônio ambulante de reacionarismo e pouca credibilidade. Só não devemos devolver o "idiota" ao elemento em questão porque o tipo se encaixa perfeitamente a uma antiga frase do finado Barão de Itararé : "de onde não se espera nada é que não vem nada mesmo ".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

a velha nova literatura brasileira

          

       Que pasa ? diriam los hermanos argentinos ... vejo circular nas redes sociais divulgação de um encontro com a "nova literatura brasileira". Além dos nomes me darem um baita desalento ( com raras exceções) pela ruindade pergunto : que nova literatura brasileira é essa que envelheceu barbaramente a se levar em conta que há 20 anos são sempre os mesmos nomes ?. Essa turba me dá impressão semelhante àqueles estudantes vitalícios da USP que estão há décadas fazendo o mesmo curso. Nesse caso, dos escritores, é como se a peja de "novo" lhes garantisse um lugar ao sol e a impunidade por continuar produzindo pouco literatura de má qualidade durante anos. São arautos da ruindade travestidos de modernidade. Que pasa ?

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

W3- Brasília e o constrangedor bom humor

    
 
       W3- Brasília. Numa das suas esquinas ( numa cidade onde o conceito de esquinas inexiste) um vendedor em um semáforo, antes de abordar os motoristas para vender o seu produto, abre um caloroso sorriso e dispara "bons dias" e "felicidades" a todos. Não se abala com os rostos fechados que não lhe retribuem as gentilezas e nem se incomoda com aqueles que ignoram a sua presença. É um soldado da gentileza e do bom humor no meio da indiferença completa. Fico constrangido por ele e pelos motoristas mas ele não se constrange. Parece blindado à indiferença urbana , àquela porção de gente em carros polidos, falando ao celulares, que , com certeza, se julga mais importante do que ele e seus chicletes e balas. Aliás nem sei se ele vende chicletes e balas. Eu estava ali como pedestre, passando entre os carros, e dei com a cena. Que dó tive de nós tão inferiores ao vendedor que , plácido, apenas sorria e nada recebia em troca. Nem um troco...

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