TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Repórteres tratados a pontapés

     Resultado de imagem para coletiva de imprensa microfones

     Com todo respeito aos contemporâneos mas hoje em dia eu não teria a menor condição de exercer a profissão de repórter que , aliás, exerci durante tantos anos de minha juventude sobretudo. Me impressiona o grau de subserviência, submissão e até omissão de muitos repórteres que tratam de maneira reverente demais uma malta de arrogantes autoridades em todos os segmentos . Acabei de ouvir a coletiva das "otoridades" que estão cuidando do caso de estupro coletivo lá no Rio e chega a dar engulhos as respostas que eles dão eivadas de prepotência, desprezo e deseducação para com o "reportariado".  Como se fossem semideuses que estivessem nos concedendo o supremo favor de responder às nossas perguntas representadas, enfim, por repórteres tão submissos, cordeiros e cordatos. Estenda-se isso a qualquer entrevista com autoridades de qualquer nível ( federal, estadual e municipal) e vejam que estamos diante de uma tremenda distorção. Essa gente no geral trata mal aqueles que nos representam. Se os jornalistas de campo se tornaram omissos , cordatos e medrosos há de ter sido também, evidente, por conta da doutrinação patronal que sempre os veste de terninho e gravata  e as moças de tailleur  e os fazem aprender a não ultrapassar "certos limites". 
   Evidente que eu não defendo  deseducação e dedos nos olhos ou mesmo grossa ironia com entrevistados. Mas há que se ter um pouco mais de contundência, um pouco mais de brio senhores e senhoras repórteres. Vocês não podem se equiparar a tosca caricatura que as novelas da Globo aplicam aos profissionais do ramo sempre retratados como  baratas tontas que correm atrás dos personagens com um microfone suspenso no ar sem nunca saber o que perguntar. Se a profissão está morta como a conhecíamos me recuso a crer que se transformou nessa lamentável caricatura de cordeiros molhados que não se rebelam contra os maus tratos a que são submetidos por muitos entrevistados. Enfim, perdi mesmo a vocação para questionar .  Pois isso deve ser feito com respeito e contundência. Nunca com bajulação e submissão ou reverência extrema como parece agora ser a regra.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

GODZILLA PARA O BEM DO BRASIL

       Ah, a cultura pop, a "cultura trash" que tantos elementos nos dá para usarmos como metáforas do hediondo momento presente que o Brasil vive. Um  Brasil que eu gostaria, sinceramente, que fosse visitado por Godzilla acometido de fortes dores de dentes para que sua fúria e apetite fossem turbinados. Queria que o monstrengo japonês fizesse ninho especialmente em Brasília e se alimentasse  de políticos corruptos todos os dias com antepasto de cabeças, troncos e membros de alguns elementos do Judiciário e outros tantos da mídia. Durante muito tempo Godzilla ficaria folgazão com o grande oferta de alimentação que teria a seu dispor e ainda faria um grande favor a "nosotros" pois ficaríamos livres de hedionda corja que todos os dias destrói nossas esperanças e nos lança no medo. Godzilla para o bem do Brasil! 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

carta aberta aos imbecis 2- depois do golpe



         Há um ano e três meses escrevi uma “carta aberta aos imbecis”(leia aqui) que dentro da despretensão desse blog fez o seu barulhinho. De certa forma ela foi tristemente profética antecipando o que era óbvio. A desinformação, a manipulação, a fuga em massa das aulas de história e a má fé fez com que mal intencionados de todos os naipes distorcessem a realidade e achassem motivos espúrios para derrubar um governo que apesar de incompetente foi eleito por mais de 54 milhões de brasileiros. Isso posto centenas de parlamentares e meia dúzia de togados que apontam as falhas alheias com os dedos sujos perpetraram um golpe que agora não querem que seja chamado de golpe. Volto pois a todos eles e a você, néscio, que protestou com camisa da CBF contra um governo que ia contra os seus interesses se esquecendo que os predadores que você levou ao poder vão roer a sua miserável e iletrada carcaça :


    “Prezados imbecis: parece que vocês venceram e ao misturar a sanha de derrubar um governo eleito com argumentos fascistas agora vocês voltam os seus parvos argumentos contra os artistas como se bandidos fossem por receberem dinheiro de leis de incentivo. Mais uma prova de que são fascistas pois nos regimes mussolinianos as primeiras vítimas dos preconceitos são artistas, minorias, negros e marginalizados. Não necessariamente nessa ordem.
  A nova ordem que vocês “cunharam” ( com o perdão do torpe trocadilho) traz de volta os mais abjetos valores exaltados pela ditadura que acabou em 1985 e valorizou “ Deus , pátria e família” com o cinismo de sempre.Patriotismo, e não fui eu que disse, é o grande refúgio dos canalhas. 
  Em pouco tempo o governo que vocês enpoderaram já disse a que veio e não nos surpreende. Supressão de direitos civis, ambientais , sepultamento da conquista dos direitos sociais tudo em nome do anacrônico, antiquado e ridículo epíteto positivista do “Ordem e progresso” que vocês tanto cultuam mas não praticam pois a ordem é para os que discordam de vocês e o progresso só é aceito quando é para o benefício de vocês.
  O descontentamento com um governo fraco, titubeante e equivocado desaguou num vergonhoso golpe político-midiático-jurídico que o mundo civilizado condena quando vocês acham que os civilizados somos nós que rasgamos a lei em benefício de conveniências inconfessáveis.
   Dizia eu na primeira carta aos imbecis que o jogo que estava jogado apostava no "impeachment, o mais rápido caminho para o caos, ainda mais quando se pensa que o presidente que ocuparia o lugar de Dilma é o nefasto Temer. Tudo a temer seus imbecis”. Pois parece que vocês venceram e evidente que a prioridade em educação continuará a não ser levada a sério o que vai formar mais e mais gente crédula em mentiras e balelas históricas reinventadas. As mesmas que transformaram o golpe de 64 em “revolução” e que agora se repetem com a condenação veemente à palavra “golpe”. Aos imbecis deveria ser obrigatório imersão na história sejam jovens ou velhos, adolescentes ou os de meia idade . Talvez só assim vocês percebam que pregar golpe é um golpe contra o futuro . Já vimos no que isso deu no nosso passado. Perdão , esqueci que os imbecis não conhecem o retrovisor e nem dão seta. Querem ultrapassar pelo acostamento e , lógico, pela direita que nesse momento é o caminho mais direto e reto para o abismo pois rema contra a sustentabilidade, a justiça, a paz e o bem estar social. Parabéns imbecis. Mas , creiam, os que não são imbecis continuarão lutando.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

11 de maio World Trade da democracia

    

    Não vejo motivo para tanto riso, oh quanta alegria , nas rádios essa manhã independente delas serem  golpistas ou não . Afinal esse 11 de maio ficará para a história como o nosso 11 de setembro tropical onde o World Trade Center de nossa democracia, que eu imaginava sólida, desabou . A constituição promulgada em  5 de outubro de 1988 foi rasgada ,54 milhões de votos não foram respeitados e tomam posse justamente aqueles que foram derrotados com a suprema provocação de vermos nomeados nomes como os de José Serra e Alexandre de Moraes, premiado com a pasta da Justiça por seus “métodos democráticos” de espancamento de estudantes menores de idade.
   O que se inicia é um período de incertezas políticas, jurídicas e institucionais onde até o direito de livre expressão já começa a ser solapado como vimos ontem quanto agentes da PF entraram em um avião cheio de mulheres  para impedir que elas seguissem gritando “ não vai ter golpe”. Teve golpe e começa um regime  em beneficio exclusivo dos tais donos do poder com seus patos amarelos e sua publicidade hedionda que nos nivela a uma Miami tosca. Movimentos populares às favas.

   Se Dilma foi um governo difícil de defender mais difícil ainda é justificar esse conluio de mídia, poderes legislativo e judiciário para apear do poder uma presidente eleita.  O que fica agora é um governo ilegítimo ,um ministério zumbi, espúrio, de traidores e oportunistas que repelem a palavra golpe.  Golpe há, golpe foi, golpe será para a história. Golpe é para a mídia independente lá fora. “Lá fora” para onde não posso mais fugir. Paris ficou distante porque o meu dinheiro foi corroído pela crise.  Não posso nem mais ir embora para Pasárgada porque não sou amigo do rei que foi se encontrar com Manuel Bandeira num Brasil mais bonito . Aquele que poderia ter sido e não foi. Uma república das bananas sim porque ao menos elas são doces. O que nos resta agora é uma República amarga, estupefata, que tão cedo não terá o respeito internacional devido. Como eu infelizmente passarei a não respeitar até o fim dos meus dias aqueles que com alarde ou sem ele, na omissão de suas covardias , apoiaram um golpe absolutamente asqueroso, ilegítimo que dá posse a um desgoverno inominável .

sexta-feira, 6 de maio de 2016

No caminho...



A pintura é de Matisse...

NO CAMINHO...


Perdi a chance de estar à mesa
no momento em que o vinho foi servido
sequer pude derrubar molho sobre a toalha de linho

as palavras certas prometem aparecer
mas por enquanto estão perdidas no caminho

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O SENADOR "ANASTACRIA" DE AÉCIO

         A mídia sempre vendeu o senador "Anastacria" de Aécio como o grande operador do netinho de Tancredo, aquele que governava de fato Minas Gerais enquanto o titular flanava pelo Leblon. Essa imagem construída valeu ao agora relator no Senado do processo de impeachment mandato como governador e até onde sei saiu-se muito mal como seu antecessor. Tanto que a dobradinha -almofadinha Aécio-"Anastacria" não elegeu sucessor. 
       O senador fabricado por Aécio a quem divertidamente o colunista José Simão define como um "boneco inflável que peida pra dentro" poderia passar para a história de maneira menos pior do que seu criador que foi o principal indutor do processo de ódio que culmina agora com o provável afastamento da presidente Dilma. Aécio, medíocre, pífio, falastrão nunca aceitou a derrota e deu no que deu. Também ele não vai tomar posse mas imagina-se que terá influência num calamitoso e ilegítimo governo Temer. Aécio é Aócio. Disso todos sabem . Mas e "Anastacria" por que não se sai dessa melhor ?
        Tivesse um mínimo de acuidade e estratégia à la "House of Cards" ele poderia surpreender a nação e preparar um relatório contra a abertura de processo de impeachment de Dilma. Não por convicção mas para buscar um holofote pra si mesmo. Ia sim estarrecer seus pares, ser expulso do PSDB mas ganharia um protagonismo e uma importância histórica que jamais teria sendo apenas um vassalo e satélite de Aócio.  Se credenciaria como uma voz independente ao menos. Mas que não se imagine estratégia ( digamos ardilosa) vinda de uma mente que se contenta em ser coadjuvante dos caciques de seu partido. Não se imagine tal gesto num sujeito que relata um processo contra um procedimento ( as pedaladas) que ele praticou às escancaras e repetidamente. "Anastacria" é mais do mesmo. Nem em rodapé de livro de livro de história ele vai parar.

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