TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Com os pés na África



   A começar pelo título é mais que providencial o novo livro do meu amigo Sérgio Túlio Caldas que põe os pés na África revelando nuances,cheiros e sensações principalmente de Angola e Marrocos onde põe os pés e todos os sentidos o seu alter-ego Tulio, um garoto que após vencer um programa de quiz na tv ganha uma passagem para bater perna na África. 
    O livro do Serginho é saboroso não apenas na fluidez do texto mas pelos recursos dos quais se utiliza mesclando textos literários, encontros com outros escritores (como o angolano Pepetela) , jornalismo, quadrinhos, links internéticos e uso do aplicativo QR code que dá acesso a vídeos e áudios . Uma bela sacada.
   Quando digo que o lançamento é providencial é também  porque contribui para que os jovens brasileiros (e não só eles, mas leitores de todas as idades) conheçam um pouco mais da África , continente tão pouco desvendado por nós além dos filmes de "leões matando gazelas". Mergulhe pois . E como lembra o próprio Serginho ao citar uma frase de Paul Theroux na epígrafe do livro " A essência de uma viagem é o inesperado" .E o inesperado está nesse livro. Para quem interessar possa o lançamento em São Paulo é hoje a partir das 19 hs na livraria da Vila na rua Fradique Coutinho, 915, lá na Vila Madalena. 

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel se vai com seus paradoxos...

     
    Porque hoje é sábado deveria reinar mais silêncio nas redes sociais. Só que além de não rolar hoje foi o dia em que partiu Fidel Castro , o último personagem mítico do século 20 ainda vivo. Hoje o assunto será só Fidel e eu não resisti a dar aqui o meu "pitaquinho" na tsunami mundial que vai dissertar a respeito.  Primeiro para dizer que seria bom que todos aqueles que possam vir a se interessar só agora pela história de Fidel procurem fontes confiáveis , o máximo possível isentas, seja na mídia , seja nos livros, para saber mais sobre ele e, para começar,  fujam de qualquer leitura de nossa mídia nativa, na pior fase de sua existência , completamente contaminada por um "direitismo" cego, doentio, irracional e sobretudo burro na medida em que manipula fatos e dados. Fidel seria aqui, pelas lentes podres da mídia nacional, apenas um ditador sanguinário , devorador de criancinhas ao molho pardo .Compartilho então , pra começar , a matéria do Libération que mostra que Castro foi uma lenda de muitas cores e paradoxos... ( clique e leia aqui)...
Depois lhes recomendo a  biografia de Fidel embalada dentro de uma caixa de charutos .Edição de 1987 da editora Best Seller escrita por  Tad Szulc que morreu em 2001, bem antes do seu biografado. O autor  compôs, o mais próximo do imparcial possível , um retrato consistente de Fidel. Gostando ou não é muito bem escrito. E todos sairão muito mais bem informados sobre Fidel do que perder tempo lendo as estultices escritas pelos redatores acometidos da doença infantil do anti-esquerdismo. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Remédio para o coração: total alienação



  Desde os dias posteriores a 13 de setembro passado, quando um infarto quase me leva dessa para uma improvável,tenho quebrado a cabeça para saber os melhores caminhos para me poupar do azedume geral, do baixo astral, da manipulação total que sofre a mídia nacional diante de tantos fatos obscenos aos quais somos submetidos todos os dias e que fazem um baita mal para qualquer coração.
   Já havia deixado de ver os telejornais da tv aberta bem antes do infarto. Também os da tv a cabo. Ampliei o leque do meu "block" pessoal para a maior parte dos portais brasileiros sejam à esquerda, sejam à direita na medida em que não confio mais nem naquilo que os hegemônicos noticiam nem no que os 247 e Diários do centro do ego dão como líquido e certo e infelizmente nisso incluo até a Carta Capital que a pretexto de combater golpistas abre espaço e simpatia para elementos de pouco caráter e nenhuma coerência como o Napoleão de hospício Ciro Gomes.
  As opções de se manter informado sobre o triste noticiário político e econômico nacional vão ficando cada vez mais restritas e para não me envenenar tenho tomado apenas doses homeopáticas e controladas de realidade e tentado ser menos cítrico e crítico em relação a toda essa lama. Daí que fiquei restrito ao noticiário matinal de rádio já descartada faz tempo a fascista rádio Jovem Pan e passei a ouvir, com ressalvas, muitas ressalvas, a CBN e a Band News Fm. Até hoje.
  Hoje arrisquei a CBN e a Band News para saber do noticiário sobre o lixo do dia, a tramoia Calero-Geddel-Temer. Pois o tal "consenso" dos comentaristas e quejandos das duas emissoras é tomar como canalha o tal Calero, opinião partilhada inclusive pelo lamentável Cláudio Humberto, que em qualquer país sério não teria credibilidade alguma.Não bastasse isso outro consenso é considerar que Temer está buscando acertar, que o escândalo não o atinge e que semana que vem ninguém mais lembra do Geddel.
   Entre os "especialistas" ouvidos Gaudêncio Torquato que esculhambou com veemência o Calero e colocou uma panaiada quente em Temer e sabujos. Faltou só informar que o Torquato é conselheiro e está na folha de pagamento de Temer. Por isso e muito mais vou deixar de ouvir noticiário de rádio também.Também se tornou impossível se informar decentemente pelo rádio no Brasil. Diante do quadro remédio mesmo bom para o coração parece ser a total alienação embora ainda restem os gringos aqui exercitando a imparcialidade : BBC Brasil, El País Brasil e Intercept Brasil que toda a mídia abjeta e obtusa faz forte movimento para prejudicar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como o Darcy eu perdi


Apostei na comunicação pública  e perdi. Apostei na poesia e perdi. Perdi na prosa e no verso, no jornalismo e na ecologia. Perdi a utopia . Perdi igual ao Darcy. Mas, modestamente, como ele mesmo diz , não queria estar no lugar de quem ganhou de mim...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ACRÓSTICO PARA TEMER

    


   Acróstico (poesia em que as primeiras letras de cada verso formam, em sentido vertical, um ou mais nomes)   é um treco mais feio que sapatênis. Só que ainda mais anacrônico. Mas é  uma bizarrice de linguagem que se presta bem a fazer uma "homenagem" divertida ao abutre Temer como se verá abaixo.


ACRÓSTICO A TEMER


Mais do mesmo lixo
Ignorância e vampirismo
Calhordice e vilania
Homem sem brio
Entusiasta da péssima poesia
Larápio em hedionda companhia


Todos tememos sua estupidez
Entusiasta da desfaçatez
Mau mensageiro de más nóticias
Estúpida criatura
Roedor de nossa básica estrutura

terça-feira, 1 de novembro de 2016

PARAGUAIO

Resultado de imagem para bandeira do paraguai

PARAGUAIO

          Me escuchas. No soy falso. Muito menos artigo de segunda como muitos pensam. Minha fé em  Nossa Senhora de Dolores é verdadeira e muito intensa. Minha família tem tradição católica espanhola que sempre me acompanhou vida afora por estradas pelas quais passo   e passei. Não tenho bolor nas mãos e nem pregos nos pés de forma que sei caminhar bastante. Não quero, não posso e nunca estive acomodado.
         Poderia lhes dizer que nasci em Pedro Juan Caballero mas não tenho certeza. Tenho certeza apenas que sou paraguaio e meus olhos assim dizem. Não por serem espertos ou mal dormidos mas por serem olhos que remontam aos indígenas, meus antepassados. Assim , por vezes, sou hostilizado dos dois lados da fronteira Paraguai – Brasil. Não tenho vida fácil mas não vou começar me queixando.
         Para começar nasci cedo demais. Nem seis meses tinha na barriga da minha mãe e já me fui pondo pra fora num mar de sangue e placenta dentro de um estábulo. Nasci como num faroeste, cercado de mocinhos, bandidos e cavalos. Minha mãe morreu ali mesmo, no parto, e fui criado ao Deus dará , pra cima e pra baixo a inventar rodas que não rodavam, brinquedos que não brincavam e deveres que nunca se cumpriam. Por isso apanhei bastante a ponto de minha cabeça grande ficar um pouco afundada pelos cascudos que tomava.
         Chego a pensar que , desde sempre, minha vida cheira a caminhão. Caminhão que sobe, caminhão que desce, caminhão que entra, caminhão que sai. Sinto, mesmo dormindo, o cheiro da borracha dos pneus, do óleo diesel e mesmo da comida gordurosa que os caminhoneiros fazem nos seus fogões improvisados onde queimam os anos que passam, alguns bilhetes antigos e por vezes os dedos das mãos.
         Muitos dos caminhoneiros me chamam de Garcia . Sendo assim não sei se possuo outro nome. Devo ter porque tenho documentos. Só não sei onde eles estão porque a memória nunca foi o meu forte embora eu saiba escrever direito em português e mais ou menos em espanhol. Fui a escola e lá tive uma boa professora, poucos amigos e um cão que me esperava todos os dias para me acompanhar até o oficina onde cresci trabalhando. Eu e o cão sempre sujos de graxa, sujos das patas até a alma.
         Um dia, junto desse cão, descobri que eu tinha dentes. Que serviam para morder, mastigar. Deixavam a comida mole, mais fácil para engolir. Assim passei a comer além dos angus e purês sem sal e conheci carne. Melhor ainda foi descobrir que a carne era melhor cozida e temperada pois durante muito tempo me contentei apenas com as agruras da carne crua. Devorada no sereno ou ao redor daquela fogueira noturna onde se queimava graxa e plástico e servia apenas para aquecer, jamais cozinhar ou fritar a carne.
         Meus dentes quando começaram a ser mais usados sempre me molestaram. Me machucavam as bochechas por dentro, escondiam nos seus desvãos nacos de comida e outros ciscos que sempre me deram dores de cabeça. Muitas vezes doeram meus dentes. Mas eu jamais fui ao dentista. Portanto perdi muitos dos meus dentes mas nunca neguei meu sorriso desdentado para ninguém. Como vocês podem perceber eu posso ser simpático. Posso ser simpático e acenar em despedidas,posso ser simpático a dar “buenos dias”  mesmo a todos aqueles que me ignoram por eu ser feio, quieto, paraguaio. Uso bem os dentes que me sobram.  ( Como diz o marcador esse texto é um fragmento de um tijolo maior que por motivos muitos resolvi repartir com os poucos mas fiéis leitores...espero que ele siga crescendo)

Meus livros

Meus livros
CINEVERTIGEM

O BRASIL É FEITO POR NÓS ?

VALENTÃO

FRANGUINHO SEBASTIÃO

DIA DE SUBMARINO

DIA DE SUBMARINO
DIA DE SUBMARINO

FALTA DE AR

FALTA DE AR
FALTA DE AR
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