MUITOS INFERNOS
MUITOS INFERNOS É célebre a frase do estupefaciente escritor argentino Jorge Luís Borges que diz imaginar o paraíso como uma espécie de grande biblioteca. Quanto ao inferno suas versões vão muito além dos círculos imaginados por Dante Alighieri em sua “ Divina Comédia”. Como temos profusões de infernos em muitos lugares do mundo vamos nos circunscrever a algumas versões brasileiras que eu jamais imaginaria na minha infância e juventude quando começava a apreciar literatura de horror e fantasia e seus mestres Poe e tantos outros. O Brasil desse primeiro quarto de século 21 virou uma profusão de infernos contínuos e diários e não há benzimento que pareça dar conta disso. Quem poderia supor que todos os dias, quando acordamos, somos atropelados por uma série de más notícias e indigências verbais de todos os matizes e uma violência contínua e epid...