Vinha pedalando

               

Vinha pedalando suave e a avenida terminava num aclive que dava para outra via de grande movimento. Parei, olhei para os dois lados e atravessei. Encostei a bicicleta no muro interno da produtora de vídeo, subi para a sala que ocupava com outros colegas e fui tomar um café de máquina. Depois de engolir comecei a sentir o liquido quente voltar abrupto para a boca.  Me perguntei : “será isso o tal refluxo?”.

        Aí foi só o começo e tudo se deu muito rápido. Corri para o banheiro sentindo náuseas, comecei a suar frio e aí o peito, lado esquerdo, começou a arder e doer. Sai do banheiro pedindo socorro. Alguma alma generosa me colocou um comprimido sob a língua. Foi quando senti que a camiseta estava toda ensopada de suor e um eficiente produtor providenciou uma van para me levar para o hospital mais próximo onde cheguei com uma dor lancinante e, por sorte, fui atendido rapidamente graças a eficiente rápida atuação da motorista da van que me levou e da linda produtora pernambucana que me acompanhou e acudiu fazendo estridência ao chegar ao hospital. A essas duas mulheres rápidas devo minha vida por certo.

        Esse é o breve resumo do meu infarto que hoje completa dez anos e do qual milagrosamente sobrevivi para contar aqui e agora aqueles dias. ( work in proguess)

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