UMA LIÇÃO DE Ratatouille

Dar espaço ao novo, reconhecer o novo, olhar para ele com tolerância e boa vontade, pois o novo só vira canône se a boa vontade de certa crítica tiver olhos abertos. Isso em qualquer gênero artístico. A propósito disso meu amigo Jurandir Craveiro, publicitário de boa cepa, rei dos gadgets eletrônicos e um dos sócios da NBS, me enviou uma bela pensata sobre o assunto que está no desenho animado Ratatouille, nas palavras de Anton Ego, personagem do filme, um crítico implacável, na voz de Peter O'Toole. A tradução abaixo sujeita a críticas e sugestões é do Jurandir e a reprodução da carinha do Anton Ego abre esse post.

Everyone Can Critique

"In many ways, the work of a critic is easy. We risk very little, yet
enjoy a position of over those who offer up their work to ourselves
and our judgement. We thrive on negative criticism, which is fun to
write and to read. But the bitter truth we critics must face is that
in the grand scheme of things, the average piece of junk is probably
more meaningful than our criticism designating it so. But there are
times when a critic actually risks something, and that is in the
discovery and defense of the new. The world is often unkind to new
talent, new creations. The new needs friends."

Todos podem criticar

"De muitas maneiras, o trabalho de um crítico é fácil. Arriscamos
muito pouco, no tentanto prevalecemos sobre aqueles que expõem seu
trabalho, a nós e ao nosso julgamento. Prosperamos com a crítica
negativa, que é divertida de escrever e de ler. Mas a verdade amarga
que nós críticos temos que enfrentar é que, no quadro amplo das
coisas, a obra medíocre mediana é provavelmente mais significativa do
que a nossa crítica que a considerou como tal. Mas há vezes em que um
crítico realmente arrisca alguma coisa, e é na descoberta e defesa do
novo. O mundo é frequentemente rude com o talento novo, as criações
novas. O novo precisa de amigos."

Comentários

leve&solto disse…
"The new needs friends", adorei, perfeito!

bj

Mara
Anônimo disse…
essa lição de dar chance aos mais novos deveria ser usada para a renovação política, artística, musical em nosso país... não se aguenta mais tanta mesmice...e depois dizem que você é azedo! é nada ! você é terno demais , isso sim... se o blog fosse meu eu mandava muito mais chibata em alguns folgados por aí... parabens a você e ao seu amigo Jurandir
Osório usuário disse…
Tem todo o meu apoio o anônimo... é porque não existe mais espaço para quem contesta... apoio esse blog e muitos outros mais que continuam mantendo o tom das críticas à malta desinformada...
desde Lisboa, abraço do
Osório Usuário
Eliana Mara disse…
O novo precisa de amigos.
O amigo novo precisa de amigos.
Os amigos precisam do novo.
E os novos baianos passeiam na tua garoa.


Ricardo, sabe que este domingo, quando amanheceu, era pra mim a cara de uma segunda?
E agora já virou terça-feira.
penso que até mais tarde será uma quinta-feira, insoladarada, e vou sair vestida de vestido florido com amarelos.
Bjs
http://inscricoessempreabertas.blogspot.com/
Sig Mundi disse…
E aí? Tudo beleza? Aqui tudo bão!
Veja seu email!

bjs, deds
Bob disse…
Esta foi umas das minhas frases favoritas neste filme. Mais uma prova que a Pixar foi umas das melhores coisas que ocorreram para a Disney nos últimos tempos. Um dos poucos grupos de entretenimento que sempre procuram inovar. E desta forma não poderia concordar menos com esta frase. Sem inovação e a coragem necessária para que ela ocorra vamos estagnar e definhar.
luma disse…
A crítica destrutiva é sim um não as novas criações. O crítico talvez queira ser maior que a obra apresentada. Assim é também entre amigos. Beijus
Eh isso ai Ricardo. O novo precisa de amigos mesmo.

Um lindo dia para voce !
Lys

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