TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Não é desalento nem desencanto

pintura de Jeanne Hebuterne

O que abaixo se expressará não é desalento nem desencanto... é réquiem para autocensura, autocrítica ou demais formas de sabotagem com as quais nos sabotamos durante a vida. Em terra onde tanto excremento vira literatura e ganha prêmio, depois de adiar em demasia e deixar no armário "coisas" que me eram vitais eis que emergem inusitados problemas de saúde e as inevitáveis refações de velhos conceitos. Isso posto , vamos nessa. Antes, durante e agora depois do acidente de percurso tenho cometido páginas muitas em livros vários que espero de verdade possam um dia vir à tona. O que está disposto abaixo por exemplo foi feito hoje, aqui e agora , e vai para o blog por uma circunstância única : parece "momentoso", parece desabafo até jornalístico mas se pretende ficção . Talvez triste seja o país que inspire isso. Mas assim é se me parece. Perdão. É textão conforme se condena hoje em dia no mundo virtual. Mas é limpinho e é sincero.


"No momento em que escrevo essas mal batucadas linhas chego à prosaica conclusão de que o Brasil de cem anos atrás era uma merda. Não que hoje seja uma maravilha conforme alguns deslumbrados queiram afirmar nos colocando naquela conceito idiota de “primeiro mundo”. Continuamos um lixo , mas um lixo mais cheiroso onde o fedor mais forte, mais acre,mais nauseabundo é nossa execrável classe política.
Mas, sosseguem. Não vou transformar isso num libelo contra a classe política, contra deputados e senadores,contra o egrégio e imundo Congresso Nacional. É gastar muita vela com mau defunto. E um defunto que eu uso como pretexto para execrar certo comodismo dos meus amigos queridos que mesmo hoje não se abalam com toda essa escumalha. É como se o que fazem esses meliantes em Brasília não os atingisse. Essa posição deles, desde sempre acima dos fatos que nos atingem, sempre me causou uma certa repulsa. Mas sabem-se lá os motivos inconscientes que eu tenho para tentar colocar defeito nesse meu  passado-presente quando esses amigos estão na verdade cerzidos na minha própria história .
Só sei que os anos foram passando ,nossas calvícies, dentes bambos, gordurinhas viscerais se acumulando e o país foi se deteriorando mais e e mais em valores éticos e morais muito embora superficialmente a gente pudesse ter a impressão de que íamos em algum direção mais consistente, mais segura, mais civilizada no sentido de respeito às leis vigentes. Que grande derrocada viu nossa nação ao superar o cabo da boa esperança democrática com o fim da ditadura e mergulhar na camisa de força da corrupção, da usura, das comissões e dos caixa 2 , do deslumbramento classista, do alpinismo social, das duzentas pragas da vaidade que singram os mares muitos do poder desde tempos imemoriais.
Ah, meus amigos...vocês estão preocupados com aposentadoria, patrimônio para os netos, férias de fim de ano e não olham para o naufrágio do nosso projeto de país. Quiçá eu devesse entrar na mesma frequência  visto que agora o coração está combalido. Mas é que eu tenho o maior respeito por essa nossa raça de mestiços, gente hibrida, cafusa e mameluca que não deveria se deixar abater como gado , tangido como ovelhas na direção da resignação, da alienação , da estupidez completa dentro desse plano bem sucedido até agora de imbecilização coletiva urdido pela direita , pelo centro e pela esquerda. Fodam-se todos eles. E fodam-se os que aqui acharem que aqui estou a fazer proselitismo panfletário num espaço onde deveria vicejar “boa literatura”. De rótulos sinceramente já me fartei faz muito tempo".
                              

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Com os pés na África



   A começar pelo título é mais que providencial o novo livro do meu amigo Sérgio Túlio Caldas que põe os pés na África revelando nuances,cheiros e sensações principalmente de Angola e Marrocos onde põe os pés e todos os sentidos o seu alter-ego Tulio, um garoto que após vencer um programa de quiz na tv ganha uma passagem para bater perna na África. 
    O livro do Serginho é saboroso não apenas na fluidez do texto mas pelos recursos dos quais se utiliza mesclando textos literários, encontros com outros escritores (como o angolano Pepetela) , jornalismo, quadrinhos, links internéticos e uso do aplicativo QR code que dá acesso a vídeos e áudios . Uma bela sacada.
   Quando digo que o lançamento é providencial é também  porque contribui para que os jovens brasileiros (e não só eles, mas leitores de todas as idades) conheçam um pouco mais da África , continente tão pouco desvendado por nós além dos filmes de "leões matando gazelas". Mergulhe pois . E como lembra o próprio Serginho ao citar uma frase de Paul Theroux na epígrafe do livro " A essência de uma viagem é o inesperado" .E o inesperado está nesse livro. Para quem interessar possa o lançamento em São Paulo é hoje a partir das 19 hs na livraria da Vila na rua Fradique Coutinho, 915, lá na Vila Madalena. 

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel se vai com seus paradoxos...

     
    Porque hoje é sábado deveria reinar mais silêncio nas redes sociais. Só que além de não rolar hoje foi o dia em que partiu Fidel Castro , o último personagem mítico do século 20 ainda vivo. Hoje o assunto será só Fidel e eu não resisti a dar aqui o meu "pitaquinho" na tsunami mundial que vai dissertar a respeito.  Primeiro para dizer que seria bom que todos aqueles que possam vir a se interessar só agora pela história de Fidel procurem fontes confiáveis , o máximo possível isentas, seja na mídia , seja nos livros, para saber mais sobre ele e, para começar,  fujam de qualquer leitura de nossa mídia nativa, na pior fase de sua existência , completamente contaminada por um "direitismo" cego, doentio, irracional e sobretudo burro na medida em que manipula fatos e dados. Fidel seria aqui, pelas lentes podres da mídia nacional, apenas um ditador sanguinário , devorador de criancinhas ao molho pardo .Compartilho então , pra começar , a matéria do Libération que mostra que Castro foi uma lenda de muitas cores e paradoxos... ( clique e leia aqui)...
Depois lhes recomendo a  biografia de Fidel embalada dentro de uma caixa de charutos .Edição de 1987 da editora Best Seller escrita por  Tad Szulc que morreu em 2001, bem antes do seu biografado. O autor  compôs, o mais próximo do imparcial possível , um retrato consistente de Fidel. Gostando ou não é muito bem escrito. E todos sairão muito mais bem informados sobre Fidel do que perder tempo lendo as estultices escritas pelos redatores acometidos da doença infantil do anti-esquerdismo. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Remédio para o coração: total alienação



  Desde os dias posteriores a 13 de setembro passado, quando um infarto quase me leva dessa para uma improvável,tenho quebrado a cabeça para saber os melhores caminhos para me poupar do azedume geral, do baixo astral, da manipulação total que sofre a mídia nacional diante de tantos fatos obscenos aos quais somos submetidos todos os dias e que fazem um baita mal para qualquer coração.
   Já havia deixado de ver os telejornais da tv aberta bem antes do infarto. Também os da tv a cabo. Ampliei o leque do meu "block" pessoal para a maior parte dos portais brasileiros sejam à esquerda, sejam à direita na medida em que não confio mais nem naquilo que os hegemônicos noticiam nem no que os 247 e Diários do centro do ego dão como líquido e certo e infelizmente nisso incluo até a Carta Capital que a pretexto de combater golpistas abre espaço e simpatia para elementos de pouco caráter e nenhuma coerência como o Napoleão de hospício Ciro Gomes.
  As opções de se manter informado sobre o triste noticiário político e econômico nacional vão ficando cada vez mais restritas e para não me envenenar tenho tomado apenas doses homeopáticas e controladas de realidade e tentado ser menos cítrico e crítico em relação a toda essa lama. Daí que fiquei restrito ao noticiário matinal de rádio já descartada faz tempo a fascista rádio Jovem Pan e passei a ouvir, com ressalvas, muitas ressalvas, a CBN e a Band News Fm. Até hoje.
  Hoje arrisquei a CBN e a Band News para saber do noticiário sobre o lixo do dia, a tramoia Calero-Geddel-Temer. Pois o tal "consenso" dos comentaristas e quejandos das duas emissoras é tomar como canalha o tal Calero, opinião partilhada inclusive pelo lamentável Cláudio Humberto, que em qualquer país sério não teria credibilidade alguma.Não bastasse isso outro consenso é considerar que Temer está buscando acertar, que o escândalo não o atinge e que semana que vem ninguém mais lembra do Geddel.
   Entre os "especialistas" ouvidos Gaudêncio Torquato que esculhambou com veemência o Calero e colocou uma panaiada quente em Temer e sabujos. Faltou só informar que o Torquato é conselheiro e está na folha de pagamento de Temer. Por isso e muito mais vou deixar de ouvir noticiário de rádio também.Também se tornou impossível se informar decentemente pelo rádio no Brasil. Diante do quadro remédio mesmo bom para o coração parece ser a total alienação embora ainda restem os gringos aqui exercitando a imparcialidade : BBC Brasil, El País Brasil e Intercept Brasil que toda a mídia abjeta e obtusa faz forte movimento para prejudicar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como o Darcy eu perdi


Apostei na comunicação pública  e perdi. Apostei na poesia e perdi. Perdi na prosa e no verso, no jornalismo e na ecologia. Perdi a utopia . Perdi igual ao Darcy. Mas, modestamente, como ele mesmo diz , não queria estar no lugar de quem ganhou de mim...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ACRÓSTICO PARA TEMER

    


   Acróstico (poesia em que as primeiras letras de cada verso formam, em sentido vertical, um ou mais nomes)   é um treco mais feio que sapatênis. Só que ainda mais anacrônico. Mas é  uma bizarrice de linguagem que se presta bem a fazer uma "homenagem" divertida ao abutre Temer como se verá abaixo.


ACRÓSTICO A TEMER


Mais do mesmo lixo
Ignorância e vampirismo
Calhordice e vilania
Homem sem brio
Entusiasta da péssima poesia
Larápio em hedionda companhia


Todos tememos sua estupidez
Entusiasta da desfaçatez
Mau mensageiro de más nóticias
Estúpida criatura
Roedor de nossa básica estrutura

terça-feira, 1 de novembro de 2016

PARAGUAIO

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PARAGUAIO

          Me escuchas. No soy falso. Muito menos artigo de segunda como muitos pensam. Minha fé em  Nossa Senhora de Dolores é verdadeira e muito intensa. Minha família tem tradição católica espanhola que sempre me acompanhou vida afora por estradas pelas quais passo   e passei. Não tenho bolor nas mãos e nem pregos nos pés de forma que sei caminhar bastante. Não quero, não posso e nunca estive acomodado.
         Poderia lhes dizer que nasci em Pedro Juan Caballero mas não tenho certeza. Tenho certeza apenas que sou paraguaio e meus olhos assim dizem. Não por serem espertos ou mal dormidos mas por serem olhos que remontam aos indígenas, meus antepassados. Assim , por vezes, sou hostilizado dos dois lados da fronteira Paraguai – Brasil. Não tenho vida fácil mas não vou começar me queixando.
         Para começar nasci cedo demais. Nem seis meses tinha na barriga da minha mãe e já me fui pondo pra fora num mar de sangue e placenta dentro de um estábulo. Nasci como num faroeste, cercado de mocinhos, bandidos e cavalos. Minha mãe morreu ali mesmo, no parto, e fui criado ao Deus dará , pra cima e pra baixo a inventar rodas que não rodavam, brinquedos que não brincavam e deveres que nunca se cumpriam. Por isso apanhei bastante a ponto de minha cabeça grande ficar um pouco afundada pelos cascudos que tomava.
         Chego a pensar que , desde sempre, minha vida cheira a caminhão. Caminhão que sobe, caminhão que desce, caminhão que entra, caminhão que sai. Sinto, mesmo dormindo, o cheiro da borracha dos pneus, do óleo diesel e mesmo da comida gordurosa que os caminhoneiros fazem nos seus fogões improvisados onde queimam os anos que passam, alguns bilhetes antigos e por vezes os dedos das mãos.
         Muitos dos caminhoneiros me chamam de Garcia . Sendo assim não sei se possuo outro nome. Devo ter porque tenho documentos. Só não sei onde eles estão porque a memória nunca foi o meu forte embora eu saiba escrever direito em português e mais ou menos em espanhol. Fui a escola e lá tive uma boa professora, poucos amigos e um cão que me esperava todos os dias para me acompanhar até o oficina onde cresci trabalhando. Eu e o cão sempre sujos de graxa, sujos das patas até a alma.
         Um dia, junto desse cão, descobri que eu tinha dentes. Que serviam para morder, mastigar. Deixavam a comida mole, mais fácil para engolir. Assim passei a comer além dos angus e purês sem sal e conheci carne. Melhor ainda foi descobrir que a carne era melhor cozida e temperada pois durante muito tempo me contentei apenas com as agruras da carne crua. Devorada no sereno ou ao redor daquela fogueira noturna onde se queimava graxa e plástico e servia apenas para aquecer, jamais cozinhar ou fritar a carne.
         Meus dentes quando começaram a ser mais usados sempre me molestaram. Me machucavam as bochechas por dentro, escondiam nos seus desvãos nacos de comida e outros ciscos que sempre me deram dores de cabeça. Muitas vezes doeram meus dentes. Mas eu jamais fui ao dentista. Portanto perdi muitos dos meus dentes mas nunca neguei meu sorriso desdentado para ninguém. Como vocês podem perceber eu posso ser simpático. Posso ser simpático e acenar em despedidas,posso ser simpático a dar “buenos dias”  mesmo a todos aqueles que me ignoram por eu ser feio, quieto, paraguaio. Uso bem os dentes que me sobram.  ( Como diz o marcador esse texto é um fragmento de um tijolo maior que por motivos muitos resolvi repartir com os poucos mas fiéis leitores...espero que ele siga crescendo)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O PAÍS DOS CARAS DE CAVALO...

(Para o presente momento brasileiro trechinho de um conto inédito de 11 anos ...by 2005)

(...)Pois então vejam o que é o destino minhas senhoras e meus senhores.  Tantos anos depois do bandido Cara de Cavalo hoje o nome , ou o epíteto se preferirem , tem essa aura chique colada a um dos clãs mais poderosos de nosso país. Quem diria que o apelido de um marginal fosse designar toda uma família tão importante.  E  no plural !!!  Hélio Oiticica, que os Caras de Cavalo nem imaginam quem seja, se vivo fosse acharia isso um parangolé e tanto . Só essa extemporânea e embrutecida tropicália poderia explicar isso.  Sejamos marginais, sejamos heróis. Viva o país dos Caras de Cavalo !

domingo, 30 de outubro de 2016

DÓRIA E O PROSECCO DERRAMADO




Publicado originalmente no DOM TOTAL...  (CLIQUE AQUI)


No dia primeiro de janeiro de 2017 muita gente acredita de verdade que vai começar um admirável mundo novo em muitas prefeituras do Brasil quando na verdade na maioria delas tudo  será como antes. Os mesmos velhos desmandos, os mesmos maus hábitos, as mesmas trocas de favores, o mesmo clientelismo , o mesmo toma lá, dá cá.
Mesmo em São Paulo, a maior de nossas cidades, tem gente que crê de verdade que a chegada de João Dória ao poder mudará os trilhos da história municipal quando na verdade o futuro prefeito é apenas a mais completa tradução da contradição onde se elege como "novo" aquilo que tem de mais velho. Mais uma gargalhada da história para aqueles que não conhecem história.
Na sua aristocracia rural depois convertida em urbana e industrial  São Paulo deu ao país muita gente boa mas aberrações politicas como Jânio, Ademar de Barros  e outras figuras exóticas e bizarras como o recém todo poderoso Gilberto Kassab, o falso anódino. Isso sem falar no abominável poeta e empreiteiro de mesóclises Michel Temer, aquele que é sem nunca ter sido.
Antes de achar graça na ironia dos fatos que se repetem como paulistano da gema me intriga muito essa mania dos meus conterrâneos em se considerar a vanguarda da nação quando escolhemos sempre variações sobre o mesmo tema para nos desgovernar. Senão no municipio no Estado como vemos há muito tempo com os tucanos que  ocupam a gaiola do Palácio dos Bandeirantes e sujam todos os poleiros.  João Dória, nesse contexto, é a nova "avis rara" saída dessa estufa de maldades e não vem para brincar não. Vem com sede, posando de democrata, para desconstruir tudo aquilo que seu antecessor conseguiu fazer.
Não adianta lamentar o prosecco derramado. Dória veio e tem planos de ficar muito mais. Tem caras ambições manipulando as emoções baratas dos pobres de direita que pululam nas periferias. Encontra um país em mau estado e promete ( mesmo que não o faça explicitamente) consertar o Brasil a partir do "exemplo" paulistano.  Não dou um real furado por esse discurso do novo prefeito e desejo de coração que ele não erre tão feio assim o alvo ao prometer ser o Messias que todos sabemos que ele não poderá ser. Os amigos certos de Dória, aqueles a quem ele sempre bajulou e pelos quais intercedeu, estarão aí firmes e fortes a sorrir dentes lindos para as fotos ao lado do nosso novo alcaide. Resta saber em quanto tempo vão cariar ainda mais a arcada da urbe paulistana tão maltratada pela desigualdade que nem de longe Dória parece preocupado em consertar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Páginas amareladas

       Resultado de imagem para páginas amareladas de um livro

     Tenho páginas amareladas sobre o meu colo. Livro escrito e publicado há muito tempo com histórias que não são desse nosso tempo.  Ninguém mais escreve assim. E quando escreve é ignorado porque não há mais espaço para a crônica de reflexão , só para aquela de aborrecimento, momentosa e volátil, anódina e “engraçadinha”. Na verdade perdemos a graça de tanto querermos ser engraçados. Mas essa é outra prosa(...)

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