ALEXANDRE NARDONI, ADVOGADO

Ontem falei das discordâncias. E assumo, mais uma vez, o direito de discordar. Sei , sei, sei que vou parecer chato, sei que talvez não seja o comentário propício a se fazer nesse momento , sei que todo mundo parece já ter falado tudo a respeito do caso do assassinato da menina Isabella Nardoni. Agora, no meio de todo esse tiroteio midiático sobre o caso chama a atenção o assassinato qualificado da língua portuguesa que comete o advogado Alexandre Nardoni. Um advogado que não sabe falar a própria lingua como pode querer parecer ser convincente em sua própria defesa ?? Na entrevista que deu ao repórter Valmir Salaro do Fantástico Nardoni em que pese sua dor ( por remorso, perda ou culpa, eu não sei ) e o inferno em que vive demonstrou que vão de mal a pior os cursos de direito no Brasil apesar do rigor anunciado pelos exames de qualificação da OAB. Exame que não aprovou Alexandre diga-se de passagem. E por falar nisso, que tal a pinta dos advogados dele ? tem um , bem mocinho, de óculos escuros quase sempre, que vive a desfilar obviedades desfilando com um ar de imponência motivada pela celebridade que os equívocos da mídia lhe conferiram. Tudo isso é mesmo um show patético e a pergunta que Valmir ( colega antigo da época da redação do JB em São Paulo) não fez (ou não pode fazer) é uma só.
O que aconteceu entre o momento que o carro estacionou na garagem do prédio e o corpo da menina apareceu caído ? A pergunta não foi feita para que a resposta no mau português de Alexandre fosse avaliada para quem acompanha tudo isso .

Comentários

leve&solto disse…
Ric, faculdade nenhuma fará alguém falar ou se expressar corretamente!

(Tô discordando...rs)

Não me acho uma super oradora, nem mesmo digo que não cometo erros básicos de concordância...

Concordo quando você julga as faculdades de direito, que podem não ter o conceito e ensino desejados, mas as pessoas que as frequentam podem alcançar muito, desde que estudem e tenham o mínimo de vontade para adquirir conhecimento.

Fiz a mesma faculdade que o tal Alexandre... (Tá certo que faz mais de vinte anos...rs)

Não previa que atuaria um dia na área, porém, conheço dignos juristas que de lá sairam e alcançaram cargos no Ministério Público, Magistratura etc.

Noto que um curso pós faculdade, preparatório para a área de atuação pretendida (seja pra concurso público ou não) pode ajudar quem realmente deseja "chegar lá"!

Voltando ao "consultor jurídico" Alexandre, como ele mesmo se denomina, é totalmente desfavorecido intelectualmente, pra não dizer que deveria ter vergonha em pronunciar-se diante da imprensa, tais as evidências (mesmo que consiga provar o contrário).

Não querendo julgar, mas não me contendo.... Vamos aguardar a conclusão do IP (inquérito policial) pra ver no que o Promotor vai embasar sua denúncia.

bjs

Mara
Dama de Cinzas disse…
O português é uma língua difícil, acho que ao invés de ter tantos cursos de inglês, deveria ter de português. Até para que eu mesma me inscreva em um... eheheh

Eu lido com advogados no meu trabalho e sei que alguns erram feio. Já vi a palavra consensual escrita (concenssual) várias vezes, num mesmo texto! Certamente não era erro de digitação... rs

Beijos
Renne Boz disse…
Artigo extraordinário. Não cansa e muito reflexivo, além do português impecável! Cara, saudade daqui!! Um grande beijo!!!
G disse…
Ricardo.... tenho me mantido calado porque sei que, sem provas, o "possível" réu é inocente. Certo. Concordo. É a lei. Mas não vamos nos dispersar da questão primordial em nome da ignorância de advogados (muitas pessoas, de várias profissões, são ignorantes!). Vamos aos indícios, à pesquisa científica.... É pouco provável que pai e madrasta não sejam realmente culpados. NÃO podemos, por ser classe média, renergarmos provas, constatações, laudos, etc. etc. A imprensa, nesse caso, criou a comoção, ok, mas agora não pode ser demonizada diante de tudo o que foi apurado e provado. Cabe a um júri popular julgar e, se, culpados, estabelecer as penas máximas (parece que o juiz faz isso).
Abraços
Anônimo disse…
Sem querer ser advogado do diabo, uma dúvida: o "mal português" a que você se refere tem a ver com alguma doença? O correto seria "mau português", ou, melhor ainda, "português ruim", como nos ensinaram os geniais, porém ignaros, Roberto e Erasmo Carlos.
Ricardo Soares disse…
mara... nenhuma faculdade faz o sujeito se expressar bem mas pode ajudar... se ele tiver iniciativa e boa vontade há de aumentar o repertório...vc por exemplo , se estudou na mesma Faculdade do Nardoni, é uma prova que tomou um caminho muito melhor ao lidar com as palavras...

dama, darling... o português, dizem os linguistas,é um idioma dos mais difíceis... quem não cometeu erros que atire a primeira pedra. A gente escorrega todos os dias e eu fiz isso hj aqui mesmo no post que você comenta...fui corrigido e já corrigi a palavra errada. Discordo, sou turrão, mas jamais disse que não cometo erros...
bjs e bom português pra vc

renne... obrigado pelos elogios mas eu escorrego também como já admiti acima...e as vezes escorregamos em regras básicas como confundir mal com mau... se é um mau português é antônimo de bom...e eu escrevi "mal" que é antônimo de bem... bem , todos erramos...provavelmente só o anônimo que me corrigiu que não... bj

geraldo... até provas em contrário os réus são mesmo inocentes... o que eu dizia aqui é o assassinato do português idioma ... viste o alexandre falando ? abs

anônimo , meu caro anônimo... meu caro pasquale caldas aulete cegalla aurelião buarque de holanda... ontem mesmo dissertava sobre os anônimos que temem discordar ou corrigir por isso se escondem no manto do anonimato que alguns dos meus leitores até defendem...a questão não é essa! a questão é que você estava certo e eu humildemente me corrijo... outro dia fiz uma correção a uma colega blogueira que aqui frequenta e hoje foi meu dia de ser corrigido. Um erro involuntário mas mesmo assim um erro. Apesar de não ser sábio como você , sei bem qual a diferença entre bem e mal e entre bom e mau...enfim , como disse a dama ,o português é uma lingua dificil e eu me redimo...

quanto a você deve achar divertido ficar caçando erros por aí né ?? lê com lupas e faz correções no atacado e varejo né ???vai ter bastante trabalho. Se ele é nobre ou não acho curioso e até edificante muito embora vc fique escondidinho. Mas não posso deixar de achar que você é da mesma leva daqueles leitores chatos de jornais que ficam buscando pelo em ovo pra torrar o saco dos que escrevem. Não estão preocupados com o conteúdo mas nos picadinhos... cada qual com sua mania... como não deve ser a primeira vez que você passa por aqui e pega um escorregão fico imaginando a sua cara de prazer quando faz isso... por isso , viva a diversidade blogosférica !!
toda pura disse…
O que mais me choca nessa história da Isabela é observar mais uma vez quão vil é o ser humano, quão capazes somos de atos covardes, mesquinhos, malévolos. E não é de hoje, não somos crias do contemporâneo.
Me choca ver mais uma vez como é fácil a destruição do Outro, a destruição da Natureza, o exercício diário do Egoísmo.
A Isabela, tadinha, é, sim, uma vítima, porém não mais importante do que outras meninas estupradas diariamente em celas de prisão, ou açoitadas por outros pais, ou assassinadas por todos nós, contempladores inertes que somos dos menores malabaristas dos sinais de trãnsito, da
violência bestial que domina a Era Humana.
Às vezes acho que as baratas merecem muito mais a existência nessa Terra do que nós.
TP
Ricardo Soares disse…
uauuuu...toda pura !! quem é vc??
que belo desabafo!!! adorei... e bota contundência nisso... bjs
toda pura disse…
Sou aquela que está culpada por ter acabado de matar uma barata!
Arghhh!!!!!!!!
Dizem que elas, as baratas, sobreviverão ao holocausto final. Então, meu caro, e querido, Ricardo, sou aquela que estará ali, na primeira fila, se embebedando dos gases mortais...
Mas antes, sou aquela que vai assistir, bem agora, Saia Justa.
Liga a TV, mon chére...
E depois, te juro, volto aqui pra te dizer mais de mim.
Tô carente.
Dyana Ribeiro disse…
Adorei o blog! Serei leitora assídua agora!!!
bjsss
Carol Rocha disse…
Além do português ruim, o que me chamou a atenção, entre muitos outros detalhes, foi o Alexandre chamando o Valmir de "senhor". Me lembrou aqueles delinquentes no momento em que são pegos pela polícia, negando o delito: "não senhor, não fui eu."
Anônimo disse…
Já dizia um professor de português... Todo advogado deveria fazer um curso de letras para aprender a escrever e falar. Conheço muitos advogados que falam e escrevem pessimamente assassinando a língua portuguesa. Eu não julgo os Nardonis pelo modo que falaram na entrevista, pois levei em conta o estado emocional de cada um. Qto as provas na minha opinião todas são questionáveis,até agora o MP não passou um prova convincente que fizessem com que o casal matasse a Isabella. Esta historia de ciúme é de briga entre eles antes do acontecido não me convenceu, pelo simples fato de que se Anna Jatobá tivesse ciúme da menina ela não iria buscar a menina tantas vezes na escola e nem tão pouco Isabella teria prazer em ficar com eles. Eu penso que ai tem muito caldo para espremer de muita gente, perícia mal feita, investigação mal feita, reconstituição pior ainda e ainda a própria mãe da menina, pois a presença dela rápida no local é um caso pra se pensar, mais o namorado que sumiu como por encanto e até mesmo o pedreiro mentiroso que disse ter encontrado o portão do sobrado arrombado e depois na delegacia disse o contrário e que agora tb evaporou... Enfim, muitos fatos e detalhes mínimos que põem a cabeça pra pensar...
Anônimo disse…
Prezado Ricardo, embora de boa lavra o seu comentário, a utilização "advogado", não é coloquial, tendo em vista que o Sr. Alexandre Alves Nardoni, não é advogado. Ele somente está inscrito como estagiário, sob o número 155308-E. Logo, a utilização advogado é totalmente desprovida, tendo em vista a lei federal 8906-94, na qual determina que os bachareis em direito somente podem ser advogados após aprovação no exame de ordem, celebrado pelo Conselho Seccional da OAB.

Posto isto, este cidadão não é advogado, não tente denegrir a nossa classe, pois há uns anos atrás um estudante de medicina entrou em um cinema e matou diversas pessoas, logo, isto vem do homem e não do profissional, ex. médico, dentista, advogado, jornalista....etc.
Anônimo disse…
Preciso reitarar o que foi dito nos comentarios em tela por um participante anônimo, haja vista a propriedade do seu discurso. Não considero o desconhecimento da língua portuguesa um fato tão lamentável quanto o preconceito de uma pessoa em face de uma categoria profissional tão participativa do processo democrático brasileiro e defensora da liberdade de todos, me refiro aos direitos difusos dos cidadãos. O Sr. Nardoni não é advogado, portanto nao seja taxativo, uma vez que isso revela o preconceito e a ignorância do interlocutor.

"Prezado Ricardo, embora de boa lavra o seu comentário, a utilização "advogado", não é coloquial, tendo em vista que o Sr. Alexandre Alves Nardoni, não é advogado. Ele somente está inscrito como estagiário, sob o número 155308-E. Logo, a utilização advogado é totalmente desprovida, tendo em vista a lei federal 8906-94, na qual determina que os bachareis em direito somente podem ser advogados após aprovação no exame de ordem, celebrado pelo Conselho Seccional da OAB.

Posto isto, este cidadão não é advogado, não tente denegrir a nossa classe, pois há uns anos atrás um estudante de medicina entrou em um cinema e matou diversas pessoas, logo, isto vem do homem e não do profissional, ex. médico, dentista, advogado, jornalista....etc."

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