QUANDO FINDAMOS- ZÉLIA GATTAI

Estou aqui no prédio da Secretaria de Cultura de São José do Rio Preto . Acabei de mediar um "salão de idéias" com o escritor Ricardo Azevedo e daqui a pouco começa outro com José Arrabal. Entre um escritor e outro vou conferir e-mails e fico sabendo que faleceu nessa tarde a escritora Zélia Gattai, memorialista e companheira de muitos anos de Jorge Amado.Melancolicamente sou transportado de São José do Rio Preto para o aeroporto de Salvador há muitos anos atrás. Eu tinha acabado de sair de uma livraria onde comprara "Farda, Fardão , camisola de dormir " livro mais recente de Jorge Amado. Eu e minha ex-mulher cansados e bronzeados após temporada de verão nos esparramavamos nos bancos de espera quando vejo que bem perto de mim estava Jorge Amado e Zélia Gattai em carne e osso. Respeitosamente me dirigi a eles e pedi que JORGE autografasse o livro que eu acabara de comprar sem saber que ele também estava no aeroporto. Entre entediado e atencioso ele autografou e segui em frente. Anos depois haveria de encontra-los em outras ocasiões , principalmente Zélia que me concedeu uma linda entrevista ao lado de Fernando Sabino numa edição antiga do programa "Metrópolis". Jorge se foi, Zélia se foi, Fernando Sabino se foi e eu olho lá para baixo , na direção da Bienal de Rio Preto e me pergunto : quando findamos, o que deixamos ? ainda mais quando escrevemos? permaneceremos ? Me dividia em relação a Zélia . Mas agora não é hora de dar minha opinião sobre ela como mulher e escritora. E sim dizer que sinceramente lamento. E findo.

Comentários

toda pura disse…
"Para isso fomes feitos:
Para lembrar e ser lembrado
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai-
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje à noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente."

Vinícius de Moraes
Ontem também falei da partida de alguém especial na minha vida. E falei asim:
"Hoje, o céu ganhou mais uma estrela. Não é uma noite qualquer. É uma noite de lua cheia - essa divindade cultuada como o símbolo da fertilidade, da pureza, da plenitude, a Mãe, o elo com o sagrado. E é a lua que acolhe essa estrela iluminada, feita de amor. O meu lado materialista não pode me limitar a aceitar que a vida finda quando o seu sopro apaga, ainda mais quando se trata de uma menina especial, feita de luz, de fala mansa, sorriso aberto, asas de anjo, sonhos de pássaro.
Os pássaros voam...e, você, Aline, agora está a voar, livre, completamente livre, sem nenhum lamento, sem nenhuma dor, ouvindo os sons que para os nossos ouvidos ainda são inaudíveis e iluminando todas as imagens que os nossos olhos não conseguem registrar. Você agora pode experimentar todos os segredos daquilo que você tanto amava: fotografias, música e gente. Sim, agora você é pura luz."
Carolina disse…
Uma perda e tanto... Tantos bons escritores se foram e outros mais hão de ir...
Que Zélia descanse em paz!
Bjos...
Anônimo disse…
Edward Bach
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Edward Bach (24 de setembro de 1886 – 27 de novembro de 1936) desenvolveu as essências florais de Bach, uma forma de medicina alternativa inspirada em clássicas tradições homeopáticas.


[editar] Vida
Dr. Edward Bach nasceu em 24 de setembro de 1886, em Moseley, um vilarejo perto de Birmingham, Inglaterra. Com 17 anos alistou-se no Corpo de Cavalaria de Worcestershire, onde pode liberar mais seu amor pelos animais e passar algum tempo em contato com a natureza. Nesta época já não se conformava com os tratamentos paliativos que seus colegas trabalhadores recebiam e acreditava haver um meio de curar realmente, inclusive as doenças tidas como incuráveis. Com 20 anos entrou na Universidade de Birmingham. Finalizou os estudos com o treinamento prático no "University College Hospital" em Londres, em 1912. Além dos diplomas e títulos que obteve ao se formar, recebeu também os títulos de Bacteriologista e Patologista em 1913 e o diploma de Saúde Pública, em 1914.

Neste ano foi rejeitado para servir na Guerra fora do país, provavelmente por sua saúde frágil. Entretanto, ficou responsável por 400 leitos no "University College Hospital", com o trabalho no Departamento de Bacteriologia e também como Assistente Clínico do Hospital da Escola de Medicina (período de 1915 a 1919). Trabalhou incansavelmente mesmo não sentindo-se bem e, após avisos constantes de pré-estafa não respeitados, teve uma severa hemorragia em julho de 1917. Submetido a uma cirurgia de urgência, foi-lhe comunicado que talvez não tivesse mais que três meses de vida.


[editar] Realizações

Casa do Dr. Bach em Sotwell, InglaterraNo entanto, sentindo uma melhora, reuniu suas forças e foi para o laboratório trabalhar. Passou a dedicar-se à pesquisa dia e noite. Além de não pensar na doença por ter a sua mente ocupada, voltar a trabalhar em função do objetivo da sua vida lhe trazia energia para prosseguir. Em pouco tempo estava totalmente recuperado.

Passou a ser cada vez mais conhecido pelas suas descobertas no campo da bacteriologia. Trabalhou em tempo exclusivo para o "University College Hospital", e depois como bacteriologista do "London Homeopathic Hospital", permanecendo lá até 1922. Foi nesta situação que conheceu a Doutrina de Hahnemann e seu livro básico: o "Organon da Arte de Curar", escrito mais de cem anos antes do seu tempo. Descobriu a genialidade de Hahnemann, que curava mais guiado pelos sintomas mentais que pelos físicos.

Em 1926, publica com C.E. Wheeler o "Cronic Disease.A Working Hypothesis". Nesta época, os nosódios intestinais, já conhecidos como Nosódios de Bach, eram utilizados em toda Grã-Bretanha e também em vários outros países.

Bach começou então a tentar substituir os nosódios por medicamentos preparados com plantas, e foi a esta altura que utilizou pelo sistema homeopático de diluição e potencialização, duas flores que trouxe de Gales, em 1928. Estas plantas eram Impatiens e Mimulus. Pouco depois também utilizou Clematis. Os resultados foram encorajadores. Também nesta época começou a separar os indivíduos por grupos de semelhança de comportamento, como se sofressem do mesmo problema. Ele mesmo conta que isto aconteceu, depois que foi em uma festa, e ficou em um canto observando as pessoas quando aí teve um "insight". Bach imaginou que deveria existir um medicamento que aliviasse este sofrimento comum a cada grupo de indivíduos.

Em 1930, resolveu largar toda sua rendosa atividade em Londres, o consultório da Harley Street e os laboratórios, para buscar na natureza este sistema de cura que idealizara desde pequeno, e que sentia estar próximo dele. Tinha, então, 44 anos. Partiu para Gales. Ao chegar, descobriu que levara por engano uma mala com calçados no lugar de uma com o material necessário para o preparo de medicamentos homeopáticos: almofariz, vidros, etc. Isto acabou impulsionando-o mais rapidamente na direção da descoberta de um novo sistema de extrair as virtudes medicamentosas das plantas. A homeopatia não estava longe, mas não era exatamente o que procurava. Deixou, portanto, a fama, o conforto e um lugar de destaque na sociedade médica londrina. Antes de ir, queimou tudo o que já tinha escrito até então e deixou o resto do trabalho para ser concluído pelos colegas e auxiliares que trabalhavam com ele.

Foi, no entanto, encorajado pelo Dr. John Clark, diretor do Homeopathic World, um jornal médico homeopático, que colocou seu periódico à disposição para que Bach publicasse suas descobertas. Esta oportunidade foi totalmente aproveitada por Bach. No outono de 1935, descobriu Mustard, o último dos 38 florais. Morreu dormindo em 27 de novembro de 1936 (de parada cardíaca com 50 anos de idade) em sua casa em Monte Vernon, Grã Bretanha, onde hoje funciona o Bach Centre e onde são colhidas as flores e preparadas as essências.
Aranha disse…
Ricardo

Sabendo de sua penetrção de blogueiro venho pedindo passagem para o meu ARANHA ( www.serpinnet.blogspot.com ) e o MARKUS ( www.marcusfrancisco.blogspot.com ) que desenvolvo com o objetivo de divulgar e resgatar a arte do meu amigo e grande artista Marcus Francisco que nos deixou e foi se juntar a Gattai a quase trnta anos.

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