DOCUMENTÁRIOS - TELEVISÃO

Por conta de defeitos na postagem do blogger não consigo desde sexta adicionar imagens aos meus posts. Mesmo assim , lá vai :

Nesse fim de semana assisti a alguns documentários veiculados pela TV BRASIL . A destacar "Handerson e as Horas" de Kiko Goifmann e produção de Jurandir Muller, dois velhos conhecidos. Nesse doc. eles narram a trajetória de um trabalhador que mora em São Paulo e passa cinco horas diárias dentro de um ônibus para ir e voltar do trampo. É vida real mas parece filme de horror se formos levar em conta o tempo que ele e milhares de outros trabalhadores perdem todos os dias. Ao final de uma vida de 70 anos são muitos anos perdidos dentro das caóticas conduções de nossas grandes cidades.

Documentários como esse e muitos outros deveriam ter mais espaço na tv nacional. E eu queria entender porque a grande maioria dos documentaristas brasileiros ( e da mídia nativa) só considera "documentarista" aquele profissional que conseguiu levar seu trabalho ao cinema. Mesmo que o diretor em questão tenha apenas um documentário que tenha ido pra telona ele é mais considerado do que qualquer documentarista que tenha feito vários docs. para a tv... por que será que isso acontece ? desculpem a pergunta pueril mas eu não consigo de fato entender o preconceito. Afinal quem é mais documentarista ? aquele que tem público quase nulo mas foi pro cinema ou aquele que faz para a tv, é visto por um público maior mas não é glamurizado pelos holofotes ? Respostas para essa redação...

Comentários

angelo alfonsin disse…
A mídia só se interessa pela cereja do bolo, o recheio não interessa, documentário como o que descreves deve ser assistido tantas vezes quantas forem necessárias, pela riqueza do tema proposto que alcança por caminhos diferentes a cada um de nós sem distinção de classe.
A passagem do tempo, o tempo perdido para nada.
abraço
Ricardo, a Época dessa semana traz como matéria de capa os blogs, só você pelo blog e a experiência jornalística que possui poderia fazer um grande post a respeito.
Fico no aguardo.
ô Baudelaire brasileiro...

deixei uma resposta lá no meu blog sobre o Nando Reis....

uma provocaçãozinha de quem te gosta. Nada mais! Então, não brigue comigo...rs..rs.rs.rs.rs.

beijos! :)
Alemão Moura disse…
Assisti a um incrível documentário, com um toque de ficção na interpretação da Irene Ravache. Que bom te ver viva, da Lucia Murat, sobre as cicatrizes profundas de mulheres torturadas durante a ditadura. Lindíssimo e emocionante.
Acho que foi no Canal Brasil. Deveria passar em horário nobre na Globo para que nós, o povo brasieiro, pudéssemos compreender um pouco mais sobre nosso país.
Grande abraço
Ricardo Soares disse…
angelo... aceitei seu "desafio" e escrevi sobre os blogs da época...abs

k... também aceitei seu "desafio" e respondi sobre o nando lá no seu blog no post que fala do mala... hehehe/kiss

alemão... esse doc. passou na Tv Brasil e não no Canal Brasil...ou de repente pode ter passado nos dois... docs. brasileiros deviam passar o tempo todo , em todas as emissoras... temos produção pra isso...abraço e volte sempre

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