O PALHAÇO E O SAPATÃO EM TIKRIT


Ontem a foto correu mundo e hoje já não vale. Moradores de Tikrit, Iraque, cidade natal de Saddam Hussein , colocaram numa praça um monumento de gosto duvidoso . É um enorme sapatão que faz uma homenagem ao jornalista que mandou sapatadas no nefasto Bush que por ora repousa de suas barbaridades no seu rancho no Texas. Acontece que um dia depois as autoridades locais retiraram o monumento alegando que ele fica vizinho a um orfanato o que exporia as crianças a "situações politicas". É de morrer de rir o argumento num país onde as crianças vem sendo massacradas e expostas a toda sorte de violência inclusive aquelas patrocinadas pelo governo dos Estados Unidos.

Comentários

elisabete cunha disse…
Ricardo

Saudade!


Pô cara ,que sapatão. Já pensou uma sapatada daquela na cara do Bush???
Olha Crianças lá brincam com armas,com sapatão não pooooode.

Amei o porta lápis nos fundos ianques do Bush,hahahahahahah!
Será que tava bom?
Groo disse…
Um porta lápis destes eu queria ter em minha mesa! ahahhahahaha!

O monumento é realmente feio de doer, mas a homenagem é válida!

As autoridades locais deveriam ter dito logo a verdade: "tiramos o sapatão porque é feio". Deram uma desculpa pra lá de esfarrapada!
Carlos Walker disse…
Amigo Ricardo, Jundiai passa por uma barbaridade venal e política de entrar no Guiness.Um prefeito(do psdb) cassado 7 vezes por corrupção. Um único juiz, pela primeira vez na história da cidade, que tenta moralizar mas encontra um caminhão de juizes que não querem...Isto é tema pra filme, novela,jornais nacionais, etc. No blog do: cesartayar.blospot.com
Nos ajude a divulgar este fenomeno brasileiro chamado: Jurisprudencia made in Brasil.
Beta disse…
Ricardo,

Antes de tudo, obrigada pela visita no meu humilde espaço, e pelo comentário.

Se fiquei feliz com o seu comentário e os elogios ao meu blog, ao entrar aqui me senti verdadeiramente lisongeada. Afinal, você não é apenas mais um "blogueiro", como você mesmo descreve, é jornalista, escritor, diretor... enfim, um talento.

Adorei os poucos posts que já li até aqui (inclusive este - muito bom!), e com certeza voltarei aqui mais vezes para degustar sempre mais do conetúdo que você nos fornece.

Parabéns pelo blog, vou criar um link na minha página pra cá, tudo bem?

Beijos e bom domingo.

http://janeladecima.wordpress.com/
c.k. disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
c.k. disse…
Pustaquelopariu, Ricardo.
Acho que o argumento usado pelas autoridades iraquianas foi apenas para disfarçar que o 'monumento' não tem proporção, equilíbrio e é mal moldado.
Se fosse a Guernica de Picasso, também não esperaria que o povo do Oriente Médio desse grande valor, mas aposto que entenderiam que seria mais interessante do que um sapato com a sola mal proporcionada e com duas listrinhas parecendo da Adidas que, aliás, é um ícone não muito instrutivo....
Bem, plasticidades à parte, quando não há uma justificação para dar a algo desagradável, como um monumento mal feito e que não se quer perto, apela-se para os 'Diretos Humanos' ou para as Crianças ou quem mais de 'fraco' que haja para 'defender'.
Aliás, se algumas pessoas usassem alguns dos mesmos argumentos, teríamos monumentos mais interessantes do que alguns que se tem por São Paulo. Dou um exemplo de belíssimos monumentos, que aliás são esculturas, que estão no largo do Arouche na Cidade de SP. como "Depois do Banho" de Victor Brecheret ou "A Menina e o Bezerro"
de L. Cristophe. Há outra bela escultura que é "Índio Caçador" de João Batista Ferri, perto da praça da República. E outros bustos, que são a representação de pessoas 'importantes' e são meramente informativos. E onde era o Cinema do Arouche, antes de ele ser veinculador de filmes pornográficos e era uma belíssima sala em que passava ótimos filmes, haviam dois monumentos contemporâneos bizarros, que a população tratou de depredar.
Monumentos, esculturas, bustos. Tudo isso para descaso dos olhos dos habitantes urbanos, tão acostumados à pressa que não podem dar importância à delicadezas como estas. O Largo do Arouche foi tomado pelos gays atualmente, mas ainda há, em tardes mornas, crianças a brincar debaixo de suas árvores. E talvez algumas delas fiquem a observar, quase sem querer, a escultura de Brecheret. Mas ali o sangue que jorra nas ruas é menor do que o que jorra no Iraque, e talvez só elas tenham tempo prá olhar uma poesia esquecida.
:)
Claudia Kämpf.

PS.: me inspirei tanto neste comentário que resolvi assinar. O anterior que eu apaguei era igualzinho mas sem assinatura.
Muito boa essa do monumento, Ricardo... Se a moda pega, faltaria rua pra tanta ironia...

Abração

Postagens mais visitadas