A EDUCAÇÃO CLASSE MÉDIA

Quando quer a classe média consegue ser a mais malcriada, a mais arrogante, a mais mal educada de todas as classes. Ou será que nesse quesito todas as classes brazucas se equiparam ? O comentário é pueril mas não deixo passar batido pois me estarrece. Em curto espaço de tempo hoje de tarde vi três cenas ( uma no supermercado Pão de Açúcar , outras duas na Casa do Pão de Queijo, todas na Granja Viana, cercanias de São Paulo) que enojam qualquer cidadão civilizado. Tanto no caixa do supermercado quanto no balcão da Casa três mauricinhos de diferentes estirpes, em diferentes situações, se dirigiram aos funcionários que os atendiam como se burros de carga fossem. Essas cavalgaduras arrogantes apontavam o que queriam com grunhidos e omitiam de seus toscos vocabulários expressões como "por favor", "obrigado" ou "até logo". Um deles disse assim :
" Me vê essa coxinha aí !!!" . Era uma ordem e sua cara de poucos amigos. "Me dá uma coca também ! ", completou a besta logo a seguir atendendo seu celular última geração. Jeans caros, tênis da moda, todos os gadgets modernosos pendurados no corpo. Um imbecil completo . Um burro que trata os outros como burros. Assim jamais conseguiremos construir qualquer civilização nesses tristes trópicos. É óbvio mas é fato.

Comentários

Ricardo, não estanho isso, infelizmente. É um desrespeito atrás do outro, gente que se acha mais bonito que o outro e por isso pode fazer o que quiser.
Será que um dia estes 'seres' perceberão que o universo não gira em torno dos seus umbigos, que o mundo não parará caso ele desapareça?

[]'s
Jean Scharlau disse…
Os funcionários deveriam deixar essa gente(!) esperando, ir lá nos fundos verificar se o preço está correto, buscar as luvas para pegar a coxinha, essas coisas. Resistir é preciso.
Ricardo, obrigado pela visita ao meu blog e por adicioná-lo à sua lista. Sobre o tipo "Mauricinho", ele sempre age da mesma forma. Fura fila de farmácia onde senhores esperam a vez de comprar remédios, chama a atendente e protesta por não ter sido atendido ainda após 15 min de espera (mesmo sem ter passado pela fila). A atendente, indignada, pergunta aos senhores da fila se pode passar o rapaz na frente. Os senhores dizem que sim, o rapaz sorri debochadamente, e comenta alguma coisa com o pai que está ao lado (sua "desculpa" para passar a perna na fila toda), que apóia o filhinho mau-caráter e sorri também, bufando indignado pela demora. Vi isso outro dia. A sorte do tipinho é que sempre alguém está pronto para ceder.
Armando Maynard disse…
Por onde anda a tradicional educação de berço? Os pais, nos dias de hoje, não teem tempo nem psciência de educar os filhos. Não querendo ter esse trabalho, ficam esperando que a escola os eduque. Em casa faltam bons exemplos, resultando tudo isso em uma geração de garotos arrogantes e prepotentes, não sabendo se portar em lugares público, a exemplo das salas de cinema e Shopping Centers. Perderam a noção de boas maneiras, e se você for reclamar, é capaz de apanhar. Alguns casos presenciados denotam a falta de acompanhamento dos pais, uma educação frouxa, sem certos limites, sem punição para as faltas cometidas - no Brasil é um problema cultural, a impunidade começa em casa - pois um castigo, uma palmada maternal, isto é, dada com jeito, na hora certa, supera qualquer psicologia. Acho que evitariamos casos, só para citar os mais recentes, a agressão a empregada no ponto de ônibus e dos calouros ao morador de rua.
ANA LÚCIA disse…
Também já vi muito cenas assim. Cito uma recente: na fila de um supermercado um indivíduo reclamando que a fila estava lenta, começou a dizer que a caixa não sabia ler, que estava com sono e por aí foi. Coitada, nada respondeu, porque são treinadas a serem sempre educadas, mas eu pavio curto como sou deixaria a educação de lado e o mandaria a m..... Pessoas assim que se "acham", precisam levar na cabeça para aprender. Muitas vezes os grandes culpados são os pais que não ensinam aos filhos lições de educação, cidadania, bons costumes, etc.
Abçs,
Ana
Groo disse…
Ricardo, imagine então quem é professor e tem que lidar com esses "meninos" o dia inteiro durante o ano todo.

Eu sei o que é isso. Eles veem os pais tratando feito escravos os empregados da casa, com qualquer um que "faça um serviço" pra eles. E isso inclui professores. Portanto, seguem os modelos "de casa".

Olha, no meu blog eu atualizei falando sobre responsabilidades. Responsabilidades que os pais deveriam ter com os filhos. Se eu tratasse uma pessoa, de qualquer classe social, com esses termos e com ignorância, eu logo era repreendido e ainda teria que pedir desculpas para a pessoa.

Mas hoje ai de quem repreende uma criança ou um adolescente em público...!

Tá difícil, Ricardo, tá difícil.

abs!
José Mombelli disse…
Não seja injusto com os burros, seres gentis e dotados do instinto da sabedoria.
Estes bípedes de 19 patas certamente compõem aquelas hordas arrogantes, que motivados por suas arrogâncias caminham pela vida da mesma forma como o fazem em espaços comuns, assim como uma calçada, por exemplo, o fazem sem a ínfima preocupação de desviar dos outros seus egos inflados e corpos... Isso sem falarmos da maneira como conduzem seus veículos-máquinas mortíferas.
Beijo.
Edna Federico disse…
É lamentável, pra dizer o mínimo.
Custa tão pouco ser educado!
Beijo
Anônimo disse…
Salve Ricardo
nada a ver com a educação da classe média, mas só hoje, fazendo hora para viajar para Berlim, comecei a pesquisar no google e dei no seu post colocado no dia do meu aniversário. Em primeiro lugar, quero dizer que ainda me lembro em detalhes de todos os nossos encontros. Sim, ficou no ar aquele tema das HQ, não me lembro exatamente o que, mas acho que ali nossa relação deu um tilt (coisa que voce discorda, e eu fico com a sua versão). Enfim, como uma das primeiras pessoas a me dar apoio (apenas para voce ter certeza que sou eu, menciono a Patricia Casé), jamais esqueceria disso. Tb para voce ter certeza que sou eu: estavamos jantando juntos quando um amigo meu, Edinho, entrou no restaurante e comentou que eu seria a capa da Veja daquela semana, lembra?
Que pena que nao temos a entrevista do Metropolis. Mas ficam as lembranças, o carinho.
Um forte abraço, o Ricardo Cruz tem todas as coordenadas, e quando vier à Europa, ou eu for ao Brasil, nos vemos
Paulo
INIT disse…
É mesmo muito triste, fora os que marcam brigas de guangues, queimam os índios, batem em empregadas domésticas e por aí vai. As pessoas estão muito mal educadas, os jovens e crianças são reflexo de adultos preguiçosos, consumistas que dão valor a imagem e a vida nojenta que virou padrão. Aqui no Brasil um pouco mais eu acho. É como se as pessoas conseguissem ainda piorar o padrão norte americano.. A cultura da classe média alta brasileira é uma cópia piorada, não acha?
É como Armando acima escreveu, não há mais tempo, paciência e saco em se educar.
Porque ter filhos então né?
rock disse…
parabens pelo texto e normal que playboys otarios tenham a alta estima no pe e achem que estao abafando

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