ESCADARIA


  
Para onde conduz a enorme escadaria desconhecida ? aos clichês que a imagem evoca ? à Pindorama perdida ? àquela lembrança de infância que jaz esquecida? ao fabuloso mundo dos mortos ? aos deuses sorrateiros e tortos ? às surpresas inventadas e emoções recicladas ? estar diante de escadarias inexploradas é duplo desafio. Valerá a pena a lei do máximo esforço em galgar até o último degrau ? ou será que o único favor que fará a escadaria quando chegarmos ao topo será estar diante da constatação de que já vimos antes a paisagem que se vislumbra ali de cima ?

Comentários

é verdade, quantas vezes nos fazemos esses questionamentos em nosso cotidiano? Uma boa replexão...
Salve, Ricardo. Vendo a imagem e lendo seu texto lembrei daquele desenho do Escher, o das escadas que sobem e descem.. A escada é um símbolo bem rico.

Abração (tô de volta)
Groo disse…
Sabe, Ricardo, às vezes eu fico com medo de subir essas enormes escadarias que surgem à nossa frente em vários momentos.

Em algumas vezes me arrependi da vista lá de cima...preferiria estar no térreo; já tive boas surpresas ao chegar lá...mas como é difícil!

Mas quando me encho das medidas, vou no "quem não arrisca, não petisca!"...hehehehe!

abs!
Nosso olhar SEMPRE estará diferente...
É o que basta...
BJS!
Ju disse…
subir degrau a degrau, sempre!
beijinhos
: )
c.k. disse…
Todos têm manias esquisitas. Tive uma e tenho outra, que estão em seu post e nesta fotografia.
A que passou era de subir em tudo que era prédio, lá no topo, e ver a paisagem. Subia, e, que alegria se a passagem estivesse livre para ficar no teto do prédio. Estivesse em casa de parentes, amigos, a trabalho... Tinha mania de ir ver a paisagem que o prédio escondia dos olhos. Uma mania que tenho, hoje um pouco menos, é entrar em tudo que é viela, beco, vila, lugares onde parece que ninguém anda. Claro, hoje em dia nem sempre tenho tempo e disposição para entrar nestes lugares, mas sempre fica uma pontinha de curiosidade: o que tem lá ?
Nunca tive muito acesso à escadas, mesmo porque elas são cansativas de galgar e exigem certo fôlego, se forem da magnitude da da foto, principalmente.
Desvendar o desconhecido, talvez ir onde quase ninguém foi... Histórias para contar.
Encontrar na cidade algo que seja sagrado, que seja só seu, que ninguém sabe ou vê.
Lutar com seu fôlego para subir escadas que podem te levar mais perto do céu, ou para um inferno terrestre até então desconhecido.
Quem se importa ?
Ninguém se importa. Temos que ficar no trânsito, nos digladiando com milhares de carros para ver quem chega primeiro. Temos que trafegar pelo acostamento para chegar antes. Porque não há espaço para todos. Porque os caminhos óbvios são os que a gente chega mais rápido. E é preciso chegar. Sempre é preciso chegar a um lugar sabido, marcado, com objetivos e com a certeza do que vai encontrar. De preferência no horário, com roupa impecável, sorrindo e com a mão estendida.
Desvendar o desconhecido não é todo mundo que pode. Ou sabe.
leve&solto disse…
Ontem, comecei a escrever um comentário... apaguei, desisti!

O que sinto em relação a escadas daria outro post...rsrs Quem sabe?!

No dia a dia, para falar a verdade e expor minha preguiça, prefiro os elevadores..rs

Ótimo post.. E peço permissão para qq dia desses também falar lá em casa sobre escadas.
Já percebeu que vivo tirando idéias daqui???? rs

bj grande procê
Udi disse…
Olha só que interenssante! teve uma época da minha vida em que adorava sair por São Paulo fotografando, principalmente, escadas.
Essa daí me remete mais ao ponto de onde a foto foi registrada que ao topo... ou seja, ao olhar do artista que a produziu.
La Critique disse…
Afinal, onde a escada vai dar? rs

abraços
juliano campos disse…
alguem pode me informar aonde essa foto foi tirada?
Ricardo Soares disse…
lamento JUliano...procurei pela foto até no Google images e não achei.Lamento... coisas da internet... abss e volte sempre

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