QUANDO VOCÊ SAI DO CINEMA ?


Inácio Araújo, bom crítico de cinema, escritor competente, tem um blog ( que parece ser novinho em folha) embutido dentro do UOL (Clique aqui) onde lançou a pergunta que dá título a esse post. Copiei o assunto dele que parece ter "roubado" o mote de outro repórter do jornal gaúcho Zero Hora. É que o tema é por demais saboroso e suscita uma boa dose de respostas. Eu mesmo tenho a maior curiosidade em saber o que faz os meus leitores sairem do cinema. Há muitos anos eu considerava uma heresia ter comprado um ingresso e sair no meio do filme. Acreditava ( masoquista!) que era injusto comigo mesmo ( devia aprender sobre as muitas técnicas do cinema) com os atores, com os diretores, fossem eles quem fossem. Hoje não me castigo de jeito nenhum dessa forma. Saio do cinema sem o menor constrangimento sobretudo quando o filme me entedia e o fiz recentemente com o chatésimo " O casamento de Rachel" de Jonathan Demme, diretor que , aliás, aprecio. A protagonista Anne Hathaway também é uma atriz de que gosto mas o filme para mim soou simplesmente insuportável, maçante, arrastado e sai pra ser feliz fora do cinema. Não fico mais exposto diante daquilo que não desce goela abaixo. Seja um filme, um livro ou uma peça de teatro. É bom que se diga que meu hábito de não abandonar um filme em tempos passados também se estendia a outras manifestações artisticas como a literatura ou a dança. Por conta disso quanto treco ruim li até o fim e quanta coreografia pentelha eu aturei. Por sorte mudei !! Mas aqui o tema é cinema. E nessas as vezes escuras salas blogueiras onde tenta se desvendar ( ou esconder) a alma humana pergunto aos leitores . Você já saiu do cinema ? Perdão Inácio e o repórter do Zero Hora, mas o tema é muito interessante.

Comentários

Groo disse…
Bom, Ricardo, na verdade eu vou muito pouco mesmo a cinemas. Não sou aqueeeeeele fã da sétima arte, mas não me lembro de ter saído da sala ao longo de um filme ruim. Tive ímpetos, mas como só vou a cinema "arrastado" e acompanhado, eu durmo enquanto a companhia assiste...

Com livro eu faço o seguinte: largo na prateleira. Depois de muito tempo tento reler. Com alguns dá certo, com outros não tem jeito mesmo.

Acredito que com muitas pessoas deva acontecer o mesmo em relação a filmes.

abs!
AII! Eu sou mesmo muito dããã! Fico sempre até o final esperando quando irá acontecer "aquilo", ou seja, o que fez com que o filme fosse feito, o que representa a arte naquela obra. ( o mesmo para livros, teatro, dança, blablabla...E acumulo frustrações...
angelo alfonsin disse…
Já vou de tênis pra sair correndo, tortura nunca mais, mas é difícil como cinéfilo gosto de ficar atento à trilha sonora incidental, à fotografia, elenco etc...
Quanto ao livro se não der para suportar entro de férias dele, depois retomo.
abraço
Jamais saí! Nem do filme, nem do livro, nem da música, e MUITO MENOS do teatro, pois há profissionais ali, de corpo presente, e não-faço-o-que-não-quero-que-me-façam...

Minha curiosidade é maior, assim como o desejo de - se eu for "falar mal" - estar "preparada"...

OOPS! Saí uma vez: estava no Cineak Trianon (é, tô velhinha) com meu pai, vendo a matinê (é, tô jurássica), passou um filme em 3d com os 3 Patetas, e eu fiquei com medo; meu pai sacou, e saímos, com a desculpa de que estávamos loucos para tomar coalhada na Leiteria Bol...(essa foi do baú, heim?...). Eu devia ter uns seis anos...

BJS!
Olá!!! Bom eu tenho ido pouco a cinema, só vou quando "penso" que vale muito a pena, mas dou um jeito de acompanhar lançamentos e outros através da locadoras e da internet mesmo.

Por isso é raro me surpreender com um filme ruim a ponto de ter de deixar a sala, no mais, já que estou ali permaneço até o final, até por que não está barato o cinema naum rsss.

Penso que é como ir ao estádio de futebol e ir embora antes do fim do jogo pelo fato do seu time estar tomando uma "lavada".

Com livros isso acontece com mais frequencia, normalemnte quando a leitura impaca, dou um tempo nela e leio algo bem mais rápido e superficial para então voltar ao primeiro livro, normalemente da certo...
Udi disse…
Final do ano passado teve um festival de dança no sesc pinheiros. Várias companhias celebradíssimas.
Assisti a 2 espetáculos: o primeiro foi maravilhoso, o segundo foi uma tortura de 40 minutos... depois disso, criei coragem, levantei e fui para o saguão onde encontrei um monte de gente legal. Simplesmente trocávamos um olhar de cumplicidade e depois começava uma conversa: "o quê é aquilo que tá acontecendo lá no palco?!"

Já no cinema eu durmo mesmo!
leve solto disse…
Estou me sentindo como a Urtigão..Dããã rs

Nunca sai nem pra fazer xixi! Credo, preciso rever meus conceitos.

Brincadeiras a parte, estou numa fase que também me permito não me expor a quase nada que não me faça bem, inclusive pessoas.

Ahhh, "a menina que roubava livros" não consegui ler, cheguei a me forçar... Desisti!

bjs e parabéns ao Guilherme (xará do meu filhote) atrasado

Mara
Armando Maynard disse…
No tempo que costumava ir ao cinema, só saia quando os créditos finais acabavam. Agora gosto da frase que diz "Morrer, é sair do cinema antes do filme acabar".
Sayonara Moreno disse…
Pelo filme...não saio, jamais!!
Me permito dizer q é ruim, se eu o vi até o final..
Jean Scharlau disse…
Aplico o lema do Carlo Buzzatti:

"Para não perder tempo vendo filme ruim, estabeleci duas regrinhas básicas.

1 - Se o filme não for bom nos seus primeiros 5 minutos é porque ele não o será até o final. Pode levantar e ir embora.

2 - Se quiser saber o quanto o filme não é bom, fique ainda dos 5 até os dez primeiros minutos da fita. A partir daí, só fique no cinema se as perspectivas lá fora forem ainda piores que o filme."

http://www.olobo.net/index.php/index.php?pg=colunistas&id=692
L-A. Pandini disse…
Ricardo, nunca saí no meio de um filme e apenas uma vez lamentei não tê-lo feito. Foi quando assisti "A bruxa de Blair". Êta coisa chata, ruim, arrastada, pentelha!!!!! Um porre total e absoluto.

Por outro lado, lembro-me de quando eu e minha mulher fomos ver Pulp Fiction, no começo de 1995. Para quem não viu ou não lembra: a primeira cena do filme mostra um casal filosofando enquanto se prepara para assaltar uma lanchonete. Durante a conversa, disparam uma saraivada de "mother fucking" e outros palavrões cabeludíssimos.

Nessa altura, minha mulher chamou minha atenção para dois homens e uma mulher que estavam sentados na fileira logo à frente, à nossa esquerda. Pelas roupas e cabelos, tinham todo o jeito de serem crentes. Minha mulher apostou: "Eles vão embora daqui dez minutos, no máximo". Nem precisou dos dez minutos: logo depois, eles se levantaram e saíram...

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