Outras palavras escritas

Palavras.Tantos anos gravitando ao redor delas, fazendo uso delas e sendo por elas usado e as vezes me vejo pego em armadilhas como aquelas que aprisionam as patas dos ursos. As vezes você quer dizer uma coisa quando escreve um texto, um bilhete , uma carta e aquele que recebe o recado entende exatamente o oposto. Isso se faz mais presente ainda nessa era dos e-mails onde palavras muitas vezes expostas a esmo, no calor do momento, arrebentam contra um muro de errôneas interpretações. Palavras mal interpretadas geram muitas distorções. Por isso, mesmo que você, como eu, tenha tantos anos de experiência no trato com elas pense muito mais de duas vezes antes de enviar um e-mail que você acabou de redigir. Confira para saber se tudo o que você escreveu está claro . E mesmo que você ache que está claríssimo pense que há sempre um outro lado que pode achar que nem tudo está transparente.

Comentários

Anônimo disse…
Pura verdade ! Quantas situações podemos evitar por este meio de informação tão rapido e nem sempre tão preciso como um e-mail, escrito no rompante das decisões sejam profissionais e ou pessoais.

Bye
Ricardo

Na realidade a PALAVRA é tua esposa,e como esposa ,ela te ama,te deleita de prazer e ás vezes te confunde. Mesmo assim você é perdidamente apaixonado por"ela".
Quando tiver um tempinho pra mim e sua esposa palavra deixar,vai lá no blog e leia este post:
VOCÊ GOSTA DE LER?

http://elisabetecunha2008.wordpress.com/2009/05/13/voce-gosta-de-ler/

BEIJOS!
É verdade. Costumo dizer que certas coisas não cabem em emails, mensagens de celular ou em mensagens instantâneas no computador. É preferível gastar um tempo falando pessoalmente ou via telefone do que ser mal interpretado. Isso sem contar na dor de cabeça que é depois para tentar justificar, explicar que não era bem aquilo que deveria ter sido escrito... Já passei por poucas e boas por causa de más interpretações. O contato pessoal, por mais que seja difícil em alguns momentos, nunca será ultrapassado pelas tecnologias.
Adorei seu blog, ganhou uma seguidora!
Bjocas.
Groo disse…
Tem toda a razão, Ricardo. Muitas pessoas não se dão conta do poder das palavras escritas. Eu mesmo já caí em armadilhas e sei que reutilizei-as em outras ocasiões.

Mas tenho tomado meus cuidados...embora às vezes relaxe um pouco, admito.

abs!
Verdade!...Armadilhas à granel...
Se um dia ficar chateado com alguma asneira minha, fale comigo, PLEASE!!!...rsrsrsrsrs
BJS!
Poliana Macedo disse…
Um ex-chefe meu me disse o seguinte: "brasileiro tem preguiça de intepretar o que está escrito em email's, livros, textos, noticias".

E concordei com ele.

Se nós prestassemos mais atenção no que estamos lendo, equívocos não aconteceriam.

Pois o 'tom' da palavra é que dá o sentido, por isso que é bem mais fácil escutar do que ler.

Já pensou se agora enviassemos emails com "olha eu falei isso, mas com o tom tal"...

Já pensou?

Beijos!
Bom final de semana.
Dedé disse…
Vamos lá....para não ficar nada mal entendido....a respeito do meu glorioso Verdão..."não mexe com que tá quietinho!!!!!!"

;)

Beijosssssssss
Putz, Ricardo, é assim mesmo que me acontece, vez ou outra.
Valeu a lembrança da dica de se rever o que se escreve.
Mas o duro mesmo é conseguir fazer isso com o olhar do leitor, quando estamos tomados pelo olhar do escritor.
Beijos,
Udi disse…
Aprendi a nunca responder de bate-pronto a emails com assuntos "delicados".
Quando interpreto algumas palavras como agressivas, sempre há a chance de respirar e perguntar se foi aquilo mesmo que o rementente quis dizer, antes de tomar uma atitude a partir de uma interpretação que pode ser errônea.

"desencana
que a vida
engana!"

;)
toda pura disse…
A história da minha vida, baby.
Tanto com as palavras escritas, quanto com as proferidas. Mas talvez o problema esteja na própria palavra itself, não na forma como ela se dá. Não raro me acontece entender muito mais um gesto, um olhar, do que uma palavra. Bem como, para o bom tradutor de mim, meu olhar, seja ele oblíquo, semicerrado, arregalado, pode ser bem mais significativo e eloquente do que minha mal proferida verborragia...
Já fui desentendida trilhões de vezes pelo uso da palavra.
Gosto mais dos olhos do que do ouvido.
Gosto mais de um suspiro do que de uma declaração.
De um arrepio do que de um bilhete.
Mas gosto de poetas.
E de quando você escreve com a sua ternura.
Ah, as contradições da vida...

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