SOB O ABRIGO DA CHUVA

foto de Eduardo Ravi

     Há uma chuva que cai forte,intensa, densa, caudalosa. Sob ela , numa ampla varanda a receber o vento molhado que vem pela lateral, uma mulher pensa em quem está no meio disso tudo, vindo ao seu encontro. Há um carro a atravessar o denso nevoeiro aquoso e, dentro dele,  a olhar o retrovisor, ele busca pistas de onde é que as coisas começaram a dar errado.
    Umas folhas batem e se fixam no pára-brisas. O carro afoga e, de longe, atrás da curva, ele vê a varanda de onde ela espreita. A chuva é forte e eles estão distantes, porém abrigados. Resta saber se permanecem onde estão ou se dias melhores verão.    

Comentários

Dagomir Marquezi disse…
Já sei: a chuva é uma metáfora do imperialismo capitalista e "ela" é o proletariado explorado pela burguesia. To brincando! Belo texto...
Como saber , se voce não contar ? Imaginar ? Eu ?
angelo alfonsin disse…
Crônica, conto, romance tem de ter poesia pra ser literatura.
A foto faz jus ao texto, e a mulher da foto mais ainda.

abraço
Ricardo Soares disse…
Dagô...thanks impérialixxxxxtaaa! no fundo é uma historinha sobre encontros/desencontros aos quais todos estamos sujeitos. Se ficar parado dança. E se nos movemos podemos dançar também.É isso.

Urtigona, darling...imagine all the people...

angelo...abraço pra vc... acho que esse textinho ficou na medida daquelas redações escolares da infância...a foto combinando com o escrito

Postagens mais visitadas