TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Picho, logo existo...

    
    Não se trata de glorificar mas vilanizar,como fazem a mídia e outros tantos segmentos, é inaceitável. A pichação é inevitável, manifestação legítima de uma série de grupos de jovens (ou nem tanto) que se espalham por rincões esquecidos da cidade, lugares onde o Estado não chega a não ser para cobrar tributos ou esgrimir a truculência policial. Meu filho desde sempre se interessou pelo tema e , corujice a parte, fez com dois amigos um bonito livro sobre o tema em 2009  como TCC  do seu curso de multimeios na Puc paulista. Quem se interessar em acesso por aqui . CLIQUE.   A foto que ilustra esse post também é dele ( Guilherme Longo Soares) e está no livro. Ontem ele, os amigos que fizeram o livro e mais pichadores representativos do movimento aqui em São Paulo se reuniram num esclarecedor papo sobre o assunto no vão livre do Masp,  fora dos espaços oficiais  como convém a esse tipo de manifestação discriminada. Explicaram o que são e o que querem. Defenderam com dignidade os riscos que correm e a feiura que esfregam na cara da cidade todos os dias. Aprendi mais sobre o tema e recomendo a todos que conheçam melhor o assunto antes de julgar...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Deitar e ter uma pilha de livros ao lado da cama...

      Esse é um dos grandes prazeres da vida desde os mais remotos anos da infância. Prazer compartilhado com parte considerável de seres humanos que ainda enxergam nos livros uma maneira de acumular saber, experiência, humanismo. Livros como sinônimos de melhoria interna. Livros transcendendo a condição de meros objetos decorativos, aquelas compras feitas a metro para dar um verniz na cara de pau de ignaros compradores que nunca abrirão as suas páginas.
     Essa pueril e recorrente impressão me vêm à  mente de novo pois ontem vasculhando guardados na casa de minha tia Ottilia ( que completou com saúde 83 anos bem vividos) trouxe em grandes sacos livros herdados para os quais vou arrumando espaço aqui em minhas estantes, tentando-os proteger da luz solar, da poeira, dos inimigos que aliados ao tempo detonam os livros. 
      Alguns dos livros que trouxe de minha tia deixei ao lado da cama e fiquei bom tempo a folheá-los pela noite adentro e agora de manhã. Entre os autores ,Hemingway, o esquecido Mika Waltari, Lima Barreto e o imortal Herman Melville numa linda edição de dois tomos de seu "Moby Dick" publicado em 1957 pela livraria /editora José Olympio em 1957. Um prazer ler trechos, descobrir ou redescobrir frases , contextos, idéias, ter a exata dimensão de minha nulidade e do quanto cheguei tarde demais ao planeta para acrescentar uma única idéia original que fosse.
      Deitar ao lado da cama e ficar folheando a esmo uma pilha de livros é , de fato, um dos grandes prazeres da vida. Fazer leitura de páginas a esmo, sem se concentrar em um único e determinado livro mas em vários, ao mesmo tempo. Um caleidoscópio, um menu degustação de vários estilos, épocas , contextos. Faz nos ter a certeza de que , apesar de tanta tecnologia e avanços o tal "conteúdo" continua ali. Sólido, imutável, mesmo que propenso a novas interpretações e plataformas. Do ponto de vista de gosto literário sou um "samba do crioulo doido" um "cliclete com banana" total.  Para o bem e para o mal. Peço às forças do universo que nunca me privem de ter ao lado de minha cama uma pilha de livros. Novos ou velhos. Em quantidade para que eu sempre meça o tamanho da minha ignorância porque quanto mais eu leio mais me certifico de que pouco ou nada sei. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reserva Santa Maria : horror !


     Me perdoem por usar mais uma vez o blog para falar de questões de minha aldeia. É que na minha aldeia acontecem barbaridades ambientais tão chocantes que servem como exemplo do que sucede em parte nesse país onde os criminosos ambientais ficam impunes e deverão continuar assim se aprovado o indecente código ambiental defendido pelo execrável Aldo Motossera Rebelo. Me pergunto : se acontecem barbaridades ambientais , agressões desmedidas ao meio ambiente e mata atlântica  aqui do ladinho de São Paulo onde - teoricamente- deveria haver mais vigilância imaginem o que acontece nos Mato Grossos, Rondônias e Parás da vida.
  Alguns moradores da Granja Viana, aqui nas  cercanias de São Paulo,lutaram, lutaram e perderam a batalha contra Alphaville que aqui se instalou com seu hediondo modelo american way of life, devastador ambiental. Ao menos o caso gerou um marketing negativo para a já combalida imagem de Alphaville que mesmo assim se instalou , destruiu tudo o que pode ao redor , não ofereceu compensação ambiental, desrespeitou todos os preceitos ambientais vigentes e ainda vende sua asquerosa "qualidade de vida" composta de segurança máxima, guaritas, asfalto e palmeirinhas de Miami. Ora que eles fizeram ( com o beneplácito do então secretário ambiental do Estado, Xico Graziano) foi começar a mudar definitivamente a imagem da Granja de um lugar para onde vinham os que queriam verde e paz num bairro repleto de novos ricos consumistas que aqui chegam pra ostentar status. Mudança de perfil de seres humanos embute a chegada de Alphaville e sua gente.
  Pior talvez seja o cinismo dos empreendedores dessa "reserva Santa Maria" também na Granja que fizeram na calada (e sem que se divulgasse o horror que empreendiam)uma devastação implacável numa reserva de mata para agora vender a tal ilusória "qualidade de vida".É impressionante a cara de pau do ser humano. Eles devastaram implacavelmente uma gigantesca área de Mata Atlântica na estrada Fernando Nobre. Substituiram árvores por grama e asfalto e agora veiculam esse propaganda enganosa entre os moradores daqui como se fossem "bonzinhos". Como disse um integrante do Movimento de Defesa da Granja Viana nosso desejo é que esse tipo de gente mudasse de planeta. Aqui estão destruindo tudo. E com a  corrupção e a especulação imobiliária grassando infelizmente só nos resta protestar até porque qualquer ministério público é solapado por ações poderosas movidas a grana que tudo compra. Uma pena. Lá se vai, em nome de um progresso burro, o que poderia ser o último refugio ambiental ao redor de São Paulo. Santa Maria, mãe de Deus, que horror essa Santa Maria imobilária que devastou a Fernando Nobre..

sábado, 19 de novembro de 2011

Corrupção, triste herança histórica

    O lendário Oliveira Lima, historiador e jornalista pernambucano já dizia em um dos seus escritos remotos :
" A época de D.João VI estava destinada a ser na história brasileira, pelo que diz respeito à administração,  de muita corrupção e peculato."  E vai adiante: " A corrupção medrava escandalosa e tanto contribuía para aumentar as despesas , como contribuía o contrabando para diminuir as rendas."  Como se percebe, triste sina a nossa. Tudo como dantes no quartel de abrantes.

O TEMPO DOS ENFADONHOS


O tempo dos enfadonhos

Diga o que disserem os inconstantes/ não sigo em linha reta/coluna ereta/ alma de poeta
o branco do teclado do piano foi alvejado de tinta
canções de morder os ossos são compostas
retalhos de antigos corações postos em postas

uma aroeira perde os galhos na chuva
enquanto Bach compõe ao ritmo dos ventos que trazem pó

ao deserto voltarei um dia
pois o que é o deserto além de alegoria ?

Seca boca , seco os olhos, o planeta não umedece
de que dor afinal a humanidade padece ?

Diga o que disserem os inconstantes
minha pátria é minha ingua , uma dorzinha fecunda
a falta de ar que me afunda

bote, boto um riso no rosto
navego, um barco no sismo estremece
lanterna na popa
outra na proa
estou ilhado na correnteza
minha destreza na verdade me trai
e fico à deriva
diga o que disserem os descansados
estou na estiva
nem tenho mais cabelos que me caiam na testa
me resta o tempo dos enfadonhos
aquele do qual extraio das frustrações
os antigos sonhos
pois eles sobrevivem
diga o que disserem os inconstantes...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CHUVINHA


Chuvinha


Cheio de tino
delgado ou grosso me afino

Tempo feio na Paulicéia
chove no meu tempo de menino...


***

Ricardo Soares -15/11/2011  

domingo, 13 de novembro de 2011

Salvador e intolerância religiosa

   

  Há pouquíssimo tempo estive em Salvador no terreiro de mãe Stella de Oxossi, o Ilê Axé Opô Afonjá. Também  há pouquíssimo tempo  acompanhei linda festa de Nossa Senhora do Rosário em Curralinho, cercanias de Diamantina. As duas "visitas" estão registradas nesse blog. Exemplos contundentes de tolerância e sincretismo religioso onde os ritos afro-brasileiros se mesclam com o melhor da tradição católica. Por isso me causa sempre estranheza quando me dou conta que ainda hoje no Brasil a intolerância religiosa encontre eco em alguns setores da sociedade quando a liberdade de culto faz muito tempo é garantida pela constituição.
   Existe uma plêiade de fanáticas barulhentos que teima em reafirmar sua fé detonando a dos outros como fazem certos segmentos evangélicos com os olhares voltados às trevas. Causa ainda mais espanto quando nos damos conta que essa intolerância se verifica na cidade de Salvador, a maior cidade afro desse país. ( VEJA AQUI)
    Parodiando com respeito o líder de todos os católicos só nos resta dizer : "perdoai-os pai,eles não sabem o que fazem". 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

viva Odair José !

    
     No meio de um corre-corre entre o Rio de Janeiro ( de onde cheguei ontem) e uma ida a Brasília amanhã passei o dia entre a Granja Viana e o fórum de Carapicuíba onde fui depor a favor de jornalistas de "O Globo" que estão sendo processadas por uma cupincha de Sarney que tem empregão no senado e está sendo investigada. Triste assunto que não merece a menor atenção dos amados leitores.  
    O que merece ser aqui citado foi uma parte agradável da tarde  ao lado do pessoal do excelente  site GAFIEIRAS (clique aqui) que deita e rola em cima do universo da música brasileira. Convidado pelo prezadíssimo Max Eluard tomei parte de uma entrevista bacana com o ícone da  música romântica , o articulado Odair José de tantas glórias e tradições. Pena eu não ter podido ficar até o final da prosa . Mas pude participar o tempo suficiente para ouvir histórias sensacionais que em breve estarão no site como o encontro dele com o general Golbery do Couto e Silva.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

valores culturais relativos...

           É sempre bom lembrar.Pelos insondáveis mistérios dos caminhos internéticos chegou hoje apenas ao meu conhecimento uma experiência curiosa acerca dos valores culturais. Em 2007 o consagrado violinista Joshua Bell anonimamente sacou de um valioso Stradivarius e se apresentou numa estação do  metrô de Washington. Ficou transparante aos olhos da multidão como quase todo músico que se apresenta na rua ou nos metrôs do mundo. Poucos o notaram.(clique aqui) 
   Alguns elegantes que olhavam seus celulares e tomavam seus cafés poderiam ser os mesmos que pagariam sem chiar 1000 doletas para ver Bell em qualquer sala importante . Ou seja : valemos pela nossa  embalagem. Não só pelo contexto mas pelo texto que criam ao redor da gente. Essa experiência foi uma iniciativa bem sucedida do jornal "Washington Post". A idéia do jornal era descobrir se a beleza seria capaz de chamar a atenção num contexto banal e num momento inadequado. Não é a resposta. Dá o que pensar numa época em que Ivetes Sangalos se apresentam em gaiolas de luxo e muito se paga por isso enquanto vagam por aí artistas talentosos sem o devido reconhecimento. E isso em qualquer esfera da produção cultural. Óbvio dizer que são as malditas engrenagens da indústria cultural ávida todos os dias para transformar joio em trigo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

o inefável banco de discursos da Câmara

    
     Passou batido por milhões de brasileiros a criação do mais novo serviço de inutilidade pública do país promovido, of course, pela Câmara dos Deputados , essa impoluta instituição de homens probos de Brasília. Trata-se do "Banco de Discursos da Casa" lançado com pompa e circunstância no dia 28 de setembro mas não notado por ninguém. Tomei conhecimento dessa inutilidade ontem ouvindo a inútil "Voz do Brasil" preso num dos eternos congestionamentos de São Paulo.
     Como pode ver o nobre leitor   (clique aqui)  o "banco de discursos" reúne cerca de  800 mil pronunciamentos realizados no Plenário Ulysses Guimarães e onze mil debates promovidos pelas diferentes comissões. O novo serviço disponibiliza todos os discursos realizados no plenário da Câmara desde 1946 e as íntegras dos debates ocorridos nas comissões a partir de 1999. Como se vê um verdadeiro memorial da estupidez humana, um desperdício de dinheiro público, uma aberração superlativa dado o nível da maioria absoluta dos nossos deputados. Como teoricamente essa corja é nossa representante ( ou seja o serviço seria para deixar transparente o que esses elementos falam) convido-os a procurarem a esmo um pronunciamento e os desafio a encontrarem algo de consistente. Por curiosidade procurei uma fala de um dos "notáveis" que por ali passaram , o folclórico e repulsivo Severino Cavalcanti que disse numa sessão de setembro de 2005 : 


(PS.detalhe/fui informado que muitas vezes esses discursos sequer são lidos no plenário. São entregues à secretaria da mesa para constar como lidos)

"O SR. PRESIDENTE (Severino Cavalcanti) – Prezados companheiros de Mesa, que hoje na totalidade comparecem a esta sessão, antes de iniciar meu pronunciamento, quero levar a minha palavra de solidariedade ao bravo companheiro Nilton Baiano.
Sei que talvez seja a próxima vítima, mas, Nilton, fique certo de que o Brasil vai estar a seu lado.Lamentavelmente isso aconteceu no dia em que ocupo a tribuna da Presidência da Casa pela última vez neste mandato.Deputado Nilton Baiano, volte para casa tranqüilo. V.Exa. está sendo vítima, como muitos poderão ser, da campanha insidiosa com a qual querem atingir todos os Parlamentares.
        Meus prezados companheiros de representação popular, minhas prezadas Deputadas, minhas senhoras, meus senhores, as palavras de Euclides da Cunha em Os Sertões ecoam ainda nas terras mais longínquas do Nordeste: “O sertanejo é antes de tudo um forte.” Todos nós já ouvimos certamente essa frase ao longo da vida. E diante do que estou vivendo no momento, diante das circunstâncias que me cercam de ameaças, de escárnio, de contestação, de processos sem causa, eu  me recordo de que o sertanejo é antes de tudo um forte e tento me lembrar do que isso queria dizer 
para mim.Pobreza da terra, pobreza do homem."

Bom, como se vê pobreza de terra, pobreza de homem, pobreza de Brasil.

Dagomir Marquezi: BioBooks: nasce uma editora

Dagomir Marquezi: BioBooks: nasce uma editora: Uma nova editora brasileira está nascendo. E eu estou nessa barca. A BioBooks é uma iniciativa do empresário Marcos Amaro, que é capa da ...

(cliquem no título desse post e confiram a novidade direto do blog do Dagomir Marquezi)

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