TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A fábrica de notícias falsas no Brasil


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   No domingo, dia 19 de fevereiro passado, uma reportagem – com cara de reportagem, o que é raro hoje em dia – apareceu no caderno “Ilustríssima” na “ Folha de S.Paulo” assinada por Fábio Victor (para ler clique aqui)dando conta de “como funciona a engrenagem das notícias falsas no Brasil”. As tais redes de “fake news”fizeram como vítima principal o saudável debate político e democrático sobretudo nas redes sociais(e não só no Brasil)na medida em que difundindo mentiras como verdades iludiram milhões de desinformados que são incapazes de discernir o joio do trigo por motivos muitos. E digamos que no Brasil a falta de educação – inclusive política- e de leitura de história fizeram com que esses sites abjetos tivessem audiências significativas . Eles faturam de acordo com a audiência que possuem e impulsionam essas audiências com conteúdos apelativos e inverídicos. 
  Coincidência ou não após essa reportagem vi aumentar nas redes sociais apelos nas linhas do tempo das pessoas para que não partilhassem notícias de sites falsos. E numa campanha na qual modestamente também me engajei passaram a nominar os portais de picaretagem , a saber :Pensa Brasil, Brasil Verde e Amarelo, Diário do Brasil, Folha Digital, Juntos pelo Brasil, Jornal do País, Saúde, Vida e Família, Você Precisa Saber, Em Nome do Brasil, Folha de Minas, The News Brazil,Na Mira da Notícia,Click Política, Falando Verdades, e muitos mais. Infelizmente a lista é grande e para cada porcaria dessa que fecha as portas outros abrem os seus baús de inverdades e não se envergonham disso. Aliás fazem disso profissão e auferem bons rendimentos diga-se de passagem. 
   Também por coincidência eu diria que no meu caso- e de muita gente- a grande maioria das pessoas que exclui das minhas redes sociais “debatiam” e esgrimiam justamente conteúdo desses sites para justificar seus argumentos torpes a favor da deposição de Dilma e consequente ascensão do execrável governo Temer.Ou seja, uma reportagem como a de Fábio Victor pode ser considerada utilíssima se não de urgência na medida em que essa disseminação de notícias falsas provocaram tantas cisões inclusive entre famílias. 
   Começo a pensar que se torna cada vez mais difícil para quem não é do ramo jornalistico-midiático discernir joio de trigo na medida em que esses sites de notícias falsas ao se juntarem ao rio de desinformação da grande mídia acabam por dar uma ideia totalmente adulterada do que é nossa verdadeira realidade política atual. Um país, infelizmente, miseravelmente fracassado na luta contra as desigualdades sociais e totalmente dominado pelo que há de pior no Legislativo, Executivo e Judiciário que trabalham juntos para crucificar uma única corrente política em detrimento de outras tão ou mais nefastas. Ou seja, no bom e velho neo-português da malandragem “tá tudo dominado”. 
  Embora não seja necessário dizer aos bem informados ou aos poucos anarquistas ainda de plantão a isenção parece estar morta e as inverdades pululam nas “fakes news” não só à extrema-direita ou a direita mas também nas esquerdas em geral. Ou você é, tolinho, daqueles que acreditam na isenção do Paulo Henrique Amorim, do 247, do “Diario do Centro do Mundo” de Paulo Nogueira e outros “isentões”?Vamos ser justos né ? tá todo mundo por aí correndo atrás dos seus caraminguás deixando a verdade bem longe até do elevador de serviço da notícia. 
  Por isso está mais do que na hora de copiar e colar pelo menos uma vez por semana a lista dos sites mentirosos, daqueles que confundiram falsa informação com negócio. Senão vamos chafurdar no limbo por muito mais tempo e até acreditar que elementos de alta periculosidade ética como Alexandre Moraes e –num outro extremo– um populista mitômano como Ciro Gomes querem mesmo o melhor para a nação. Acordemos brasileiros... 

(ps. Nesse contexto vale assistir ao magistral documentário Hypernormalisation de Adam Curtis no link anexo que trata muito melhor do tema desse post do que minhas mal traçadas linhas). (Assista aqui)

Um comentário:

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

A internet é inacreditável. Isto é: não se pode acreditar nela. Na rede circula de tudo há que se separar o lixo do aproveitável. O difícil, muitas vezes, é saber distinguir um e o outro. Para tanto, consultemos o oráculo google. Se a notícia se confirmar por fonte conhecida, é verdade. Grande abraço. Laerte.

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