OBSERVAÇÃO DAS BANANEIRAS
Observação
das bananeiras
Tenho aprendido muito com a observação
das bananeiras. Tenho algumas delas nos fundos do terreno onde moro. Vicejam,
crescem e morrem num tempo relativamente curto e começam a partir justamente
após darem seus frutos que são o começo de seu fim.
Geralmente ao lado da bananeira que
partiu brotam uma ou duas novas bananeiras, o sempre eterno e vital milagre da multiplicação.
Não há como não ver nisso um paralelo com as nossas vidas. Por isso digo que
venho aprendendo com as bananeiras e ao observa-las isso de certo modo me
apazigua.
Tomo o paralelo por mim, bananeira
que cresceu, deu frutos e resiste em adernar mesmo vendo novos brotos saírem a
sua volta. Resistir sem se extinguir é justo, um sinal de resistência , ou e
simplesmente tentar, em vão, adiar o inevitável que e a substituição do fruto velho pelo fruto novo , esse eterno
movimento de colher o cacho , por menor que seja e saber que ao extrair o fruto
do pé o estamos extinguindo.
Dito isso volto ao ponto e ao começo.
Longe da aurora da vida aprendo bastante com a observação das bananeiras. Isso
torna o inevitável, a indesejada das gentes, um “treco” mais belo e poético do
que viver simplesmente para depois virar
adubo das plantas...
22/01/2026
– 3 da matina



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