A PADARIA ESTRAGADA DO BORGES

        

A padaria estragada do Borges

 

Até outro dia pensei que Alexandre Borges fosse aquele bom ator que coloca no chinelo nulidades festejadas como o Marrecon (Selton) Mello. Daí o algoritmo (sempre ele,maldito) me mostrou um sujeito homônimo que vem a ser colunista do Uol (useiro e vezeiro em colunistas meia boca) que já foi marqueteiro de Bolsonaro e também se apresenta como  jornalista, analista político   com passagens por  O AntagonistaCNN Brasil e Jovem Pan. Com esse “currículo” seria de se esperar um conteúdo raso e nada brejeiro .

Daí junto ao nome do colunista o algoritmo me envia uma de suas colunas (“Erro de Lula pode custar sua reeleição”) que é de uma precariedade risível e panfletária, beirando a caricatura argumentativa dos “gênios” da extrema direita. Entre as preciosidades do seu texto o Alexandre diz que “o debate público foi sequestrado por dramas midiáticos como o escândalo do Banco Master e a escolha de um homem biológico para representar mulheres na Câmara, mas não é com isso que o seu João, a dona Zezé, o Chico do Uber ou a Joana enfermeira estão preocupados”. Puxa, que sacada genial do boçal!

Na sua sanha de maus argumentos o sujeito diz que “Lula segue com uma mágoa profunda em relação a quem, na sua percepção, contribuiu para sua prisão. É seu direito, é humano, mas não é boa estratégia de campanha”. Isso na opinião, lógico, do  Borges, uma “pessoa de bem”. E ele segue afirmando que o tom “raivoso” de Lula nos palanques “contra o "fascismo", a "extrema direita" ou qualquer outro xingamento de diretório acadêmico não traz o tom de esperança e otimismo que todo político deveria transparecer ao pedir votos”.

Ou seja, para ele  ser contra o fascismo e a extrema direita  é estultice de diretório acadêmico e não justa preocupação com o avanço de pautas brutais, negacionistas, belicosas, rasas e estúpidas que no passado resultaram em Hitler, Mussolini e quejandos. Isso sem falar das melecas atuais como Trump, Bukele , Orban e Bibinazi de Israel.  Elementos como esse Borges relativizam o mal para dizer o mínimo.

Além de relativizar o Borges afirma que “Lula coloca sua reeleição em risco ao fazer uma péssima gestão de expectativas e um diagnóstico da situação real do povo que está em claro descompasso com a percepção do brasileiro em relação ao país” . Então para ele o “régua e compasso” com o povo são agora os valores defendidos pelo herdeiro rachadinha, o Flavinho ?

“O brasileiro ainda tem esperança, mas ela não passa pelo governo” , afirma peremptoriamente o homônimo do grande ator como se a saída fosse ter esperança com tudo aquilo que nos tira a esperança. Ideais que ele defende e representa nas suas trincheiras lotadas de sangue , suor e esterco.

Por fim o Borges argumenta que “o brasileiro que assiste à propaganda estatal e descobre que ela não muda nada na sua vida, ou quase nada, pensa: "isso é o melhor que você tem para me dar?". A partir desse ponto, esse eleitor está pronto para votar em mudança. E que mudança seria essa pergunto eu e respondem vocês: Flávio Rachadinha, Jumento Zema ou algo do tipo ?

Só dá pra concordar com ele quando afirma que “não há nada decidido e tudo pode acontecer nesta eleição” e assusta o índice de intenção de votos que recebem nulidades absolutas apoiados por  seus escribas pagos como o Borges que escreve que “se a marquetagem lulista e seus acólitos insistirem em dizer ao povo que está tudo maravilhoso, Lula vai poder curtir a aposentadoria mais cedo. E ouvir na padaria de São Bernardo do Campo o que seus puxa-sacos não tiveram a coragem ou a decência de dizer”. Conheço bem as “padocas” de SBC. Cresci lá bem perto da “Flor da Beira Alta” na vila Paulicéia. E não creio que lá, no balcão do café com pão, as pessoas tenham ideia dos argumentos defendidos por Borges, uma nulidade que só ganha espaço porque mídias como UOL precisam de indigentes mentais que defendam aquilo que eles pensam mas não tem coragem de assumir. 

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