TODO PROSA

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Escritor, jornalista, roteirista, diretor de tv. Dirigi, apresentei e escrevi para a  TV Cultura, CNT/GAZETA, BANDEIRANTES, MANCHETE,  Rede SESC/Senac,TV Brasil, TV Pública de Angola, TVT-TV DOS TRABALHADORES, GNT entre outras. Editei as revistas RAIZ, TRIP e HV e fui conselheiro editorial da Rolling Stone e um dos criadores do programa METRÓPOLIS da Tv Cultura do qual fui o primeiro apresentador. Fui repórter do Caderno B do JB e tomei parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão. No mesmo jornal fui cronista de 1993 a 1998. De 98 a 2001 fui cronista do Jornal da Tarde.  De 1998 a 2005 dirigi, escrevi e apresentei "Literatura" e "Mundo da Literatura" exibido em várias emissoras abertas e fechadas. Sou co-autor das peças "Olho da Rua" e "Quatro Estações". Autor de sete livros publicados como CINEVERTIGEM (ed. Record) e os infanto-juvenis VALENTÃO, O BRASIL É FEITO POR NÓS ?, DIA DE SUBMARINO e FALTA DE AR. Co-autor de outros tantos. Dirigi mais de uma dúzia de documentários e séries documentais para várias emissoras de tv. Publiquei todos os dias durante um ano em www.revistapessoa.com o 365- Diário do Anonimato do Mundo. Uma história por dia. Cada dia um lugar do mundo. Escrevo duas vezes por semana para a revista digital  Dom Total em www.domtotal.com . Entusiasta da comunicação pública também fui gerente de produção da TV Brasil e diretor de conteúdo e programação da EBC.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

GRANJA VIANA E O CANIL DA DISCÓRDIA

Disse Sartre certa vez que "o inferno são os outros". A frase me vêm direto quando penso na situação em que vivem centenas de moradores do condomínio Fazendinha, Granja Viana, Carapicuíba, São Paulo, que é onde moro há quase sete anos. Vim para cá,como a grande maioria dos que aqui residem, em busca do paraíso possível ao redor da megalópole mas, infelizmente,todos os dias, predadores da região ,especuladores, picaretas e congêneres vem transformando os sonhos de casas quase rurais em infestação de pragas urbanas. Trazem São Paulo pra cá todos os dias. Shoppings , Wal-Marts,Alphavilles, desmatamentos totais e absolutos. Nós que queríamos fugir das paranóias da cidade estamos vendo todas elas chegarem por aqui de aluvião. Nesse contexto uma das maiores celeradas nessa região é uma senhora de hábitos, modos e padrões muito esquisitos que se lixando para o gênero humano construiu dois abrigos para cães (com mais de 500 animais)dentro de uma área residencial da Fazendinha e flagrantemente fora da lei. Os moradores espernearam mas nem mesmo a mirrada mídia da região da Granja fez questão de alardear o assunto. Sucede que nessa semana tanto a revista "Veja São Paulo" (LEIA AQUI) quanto o programa CQC da Band pautaram a história e o assunto pegou fogo. ASSISTA AQUI A PARTE UM. ASSISTA AQUI A PARTE DOIS.
Não era sem tempo. O barulho que se fez ao redor da proprietária do abrigo,Regina Lara Leite Ribeiro Barretto, que se diz agropecuarista, é mais do que legítimo. Não só porque ela resolveu fazer caridade com os cães danados em local inadequado como porque ignora que a região de Cotia e Carapicuíba são endêmicas de leishmaniose. EU MESMO perdi um querido labrador preto, o Tupi,com a terrível doença que se transmite a humanos. Além disso com a total conivência da prefeitura de Carapícuíba essa senhora abriu um verdadeiro canal de esgoto que sai direto de um dos seus abrigos e leva dejetos de centenas de cães para galerias pluviais que desembocam nos lagos dos condomínios. Ou seja, ninguém detem essa termocéfala, sensacional termo com o qual ela foi designada pela colunista Barbara Gancia que detonou essa senhora em seu blog. LEIA AQUI.

Como se tudo isso não bastasse, essa senhora que não se constrange em mentir - diz que está aqui muito antes dos seus vizinhos o que é uma mentira deslavada - é useira e vezeira em posturas incivilizadas como as que adotou ao abordar de forma descortês a equipe do CQC que gravava na avenida São Camilo, não distante dos abrigos caninos da madame. Isso sem falar que ao perceber a movimentação da vizinhança ela já avisou que se for obrigada a desativar o abrigo para cães os transformará em abrigo para mendigos. Como diz a Bárbara Gancia, carrocinha pra essa senhora ! Melhor : quanto mais conheço homens e mulheres como essa mais amo meus cães. Quanto aos dela nada contra. Mas que sejam tratados em lugar adequado.

ps. a termocéfala diz que vai fazer abrigo para mendigos como anunciam os cartazes abaixo. As fotos são do Cristiano Mascaro, um dos grandes fotógrafos desse país, vizinho da celerada assim como Pedro Martinelli, outro craque da fotografia. Mascaro aliás comentou comigo e com o Sérgio Túlio Caldas, jornalista, escritor e amigo,também vizinho, que por conta dessa mulher "passou a fotografar ratos que rondam o lixo do abrigo" e faixas onde ela provoca a vizinhança. Tristes sinas as nossas. Reféns da insensatez humana. O inferno são os outros. Mesmo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

TERCEIRO MANDATO


Agora é que o circo pega fogo e a radicalização de posições entre petistas e tucanos vai ficar maior. O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) protocolou nesta quinta-feira, na Câmara dos Deputados, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que viabilizaria um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PEC de Jackson Barreto possui cerca de 190 assinaturas. O mínimo para que uma emenda constitucional comece a tramitar pelo parlamento são 171 assinaturas. Se em muitas circunstâncias (avistadas na mídia, nos blogues, no parlamento)a disputa da fatia do bolo entre PT e PSDB fica parecendo briga de torcida imagina agora se a discussão do terceiro mandato chega a sério diante da doença de Dilma Roussef e da inviabilidade do intragável Ciro Megalô Gomes...vamos ver no que vai dar.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

RIO LITERÁRIO


     Já fazia um tempinho que eu queria escrever sobre esse belo livro acima, publicado pela editora Casa da Palavra em 2005. "Rio Literário Um Guia apaixonado da cidade do Rio de Janeiro" tem organização de textos de Beatriz Resende e fotografias (belíssimas) de Bruno Veiga. Encontra-se disponível nas boas casas do ramo no Rio e São Paulo e tem preço camarada levando-se em conta a qualidade do produto. A começar dos textos ( e que textos!) que declaram desbragadamente (ou de maneira embutida) o amor ao Rio de Janeiro que tanto bem fez às nossas almas. Pelo menos à minha faz. 
   Pois, e quem assina os textos ? Gerações diferentes de escritores e criadores que nasceram, viveram , morreram ou adotaram o Rio como sua cidade natal. De Antonio Callado a Clarice Lispector, de Aldir Blanc , Ferreira Gullar a Chico Buarque e Carlos Drummond de Andrade passando por contemporâneos como Cecília Gianetti e Marcelo Moutinho que me informa por e-mail, hoje, que seu belo texto "Sexta Feira de Cinzas",embutido nesse livro, foi publicado na sua coletânea de contos chamada " Somos Todos Iguais nessa noite". O livro é uma gostosura e a gente chega a sentir nele o cheiro do Rio, sua maresia, seus sabores e dissabores cotidianos espalhados do Leme ao Méier , do Estácio a Madureira. Até a definição de que o "carioca é um estado de espírito" que muita gente pensa que é de domínio público aqui tem sua autoria desvendada. A frase é do Vinicius de Moraes e está no texto "Estado da Guanabara" que consta desse livro e diz no trecho citado : "pois a verdade é que ser carioca é antes de mais nada um estado de espírito", diz o poeta pra tecer sua precisa definição de que para ser carioca não é preciso ter nascido no Rio de Janeiro. Eu, às portas de ser um cinquentão quase confesso, me sinto mais carioca do que nunca quando acordei na última segunda- feira, olhei o céu azul e caminhei das areias do Leme até as areias do miolo de Copacabana. Sem queimar meus pés e achando que apesar de tudo o Rio dá pé. E continua lindo, visceral, paradoxal. Tenham esse livro em suas estantes os que gostam ou não da cidade cheia de encantos mil.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ianelli , outra perda

Literalmente o Brasil e São Paulo ficam menos coloridos com a partida, hoje, de Arcangelo Ianelli um dos nossos grandes pintores. A ilustração acima me foi enviada por e-mail pelo Marcelo Cecchi, arquiteto amigo. Clique em cima para ver maior.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

WILSON SIMONAL- vestiu azul e sua sorte não mudou

Sei que muito já se falou sobre o tema mas não resisto pois fiquei embevecido com a qualidade do documentário "Simonal- ninguém sabe o duro que dei" que assisti no sábado a tarde no Unibanco Arteplex na praia de Botafogo. Dirigido pelo "casseta" Claudio Manoel mais Micael Langer e Calvito Leal o documentário revira as vísceras de um dos maiores tabus do meio musical brasileiro que foi o ostracismo total ao qual foi submetido em vida o cantor Wilson Simonal após a sedimentação da suspeita de que ele fosse delator das forças da repressão nos anos de chumbo de nossa última ditadura militar. É bom lembrar que Simonal foi do céu ao inferno em poucos anos porque antes de cair em desgraça era um dos maiores ídolos de nossa música. O documentário nem vilaniza nem sataniza o personagem dando vez e voz aos que o acusam e aos que o absolvem de ter sido um crápula a serviço dos brucutus. A edição do documentário é sensível e sensata dando dignidade inclusive aos filhos do artista ( Simoninha e Max de Castro) que não entram no mérito das acusações contra o pai mas ressalvam o extraordinário talento que ele tinha. Nem é preciso redundar recomendando vivamente o documentário que resgata uma época e um ídolo que muitos fizeram força para sepultar. Eu,aqui confesso, que nos fins dos anos 80 quando fiz uma reportagem com Simonal para o Caderno 2 do Estadão também dei minha chapoletada nele. No dia em que ele estrearia seu show na boate "Les Innocents" saiu uma matéria irônica sobre ele cujo título de minha própria lavra era : "Simonal, Vestiu Azul mas sua sorte não mudou". Era uma alusão a um trecho de uma das suas canções de maior sucesso. Tal qual "Ninguém sabe o duro que dei" que dá titulo ao documentário que resgata do limbo esse artista único que foi alijado dos livros da MPB por erros que até hoje não se sabe se ele cometeu ou não. Valeu-se sim do seu contato com agentes do DOPS para prejudicar seu ex- contador mas não se tem provas concretas que tenha sido um dedo-duro superlativo a favor dos milicos. Pobre Simonal. Provavelmente tenha ido para o limbo apenas por sua ingenuidade e arrogância. Morreu em 2000 aos 62 anos e pelo menos nessa sessão que assisti no sábado a tarde o documentário que lhe resgata foi aplaudido com entusiasmo pelo público. Fazia tempo que eu não via um filme, ainda mais um documentário, ser aplaudido em exibição normal , fora da pré- estréia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ZÉ RODRIX

Atônito fico sabendo que Zé Rodrix morreu subitamente aos 61 anos. Nem preciso dizer aqui o quanto eu o considerava um craque musical, autor de jingles inesquecíveis, participante do lendário "Joelho de Porco", integrande de trio histórico com Sá e Guarabyra, compositor da clássica "Casa de Campo", imortalizada na voz de Elis Regina. Ultimamente ele também era autor de livros que embutiam levadas esotéricas e foi por conta desses livros que nos aproximamos. Através de uma colega que trabalhava comigo e era parente dele Rodrix se convidou para ir ao meu extinto programa "Literatura" que ele dizia gostar muito. Compareceu e a entrevista foi ótima, evidentemente escorregando para o lado musical. Nos vimos poucas vezes mais e há alguns meses eu o vi na rua, de relance, gritei seu nome mas ele estava entrando em um carro.Não me viu . Estava indo... não sabia que para sempre. Tem gente que realmente nos arrependemos de não ter proseado mais. Agora fica pra depois né Zé ? Boa viagem...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

simples e trivial 3- com Jairzinho


    E para encerrar o dia simples e trivial de ontem de maneira exemplar só mesmo com o que se sucedeu à noite quando eu e um querido casal de amigos (Tania Celidonio, cujo blog está aqui linkado, e seu fiel consorte Antonio Henrique Lago)adentramos ao antiquérrimo "Taberna Atlântica" no Leme e demos de cara com o Jairzinho, não o mala do filho do Jair Rodrigues,mas aquele lendário Jairzinho da Copa de 70 que sentou-se para assistir ao Corinthians e Fluminense que estava para começar. Foi simpatícissimo conosco e me fez mergulhar em uma viagem no tempo quando, moleque de 10 anos, eu assisti a Copa 70 defronte à televisão da casa dos meus pais na Vila Paulicéia, São Bernardo do Campo. Jairzinho era um dos meus ídolos. Eu era feliz e não sabia.


ps. anos atrás eu vi Jairzinho pela primeira vez. Serginho Groismann , ainda no SBT, fez um programa sobre os anos 1970 do século passado e convidou o furacão de 70, a sex-symbol da época, Rose di Primo, e esse que vos ecsreve por ser autor do livro " O Brasil é feito por nós?" que se passa justamente durante a Copa 70. Foi um dia e tanto pois ali conheci dois ícones de minha infância e adolescência.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

simples e trivial 2

Logo após volta da praia/padaria e antes de ir para o trabalho pego o elevador do edifício Nova York aqui no Leme. Um senhor, elegante, vestido de branco, sobe comigo e comenta sobre a brusca mudança de tempo às nove e meia da manhã quando o dia amanheceu lindo e claro. Eu constatei porque estava caminhando, respondo. Ele retruca dizendo: " Eu estou com 80 anos. Se tivesse a sua idade caminhava todos os dias até Ipanema". Com uma simples frase esse senhor distinto e bem humorado dissolveu (pelo menos temporariamente) minha crise dos quase 50 anos. E saiu do elevador dizendo : "Saúde"!!! Saúde e mais uns 160 anos de vida a esse velho menino carioca.

simples e trivial

    Leme, Rio. Acordo cedo, saio da rua Gustavo Sampaio, atravesso o final da avenida Atlântica, tiro os chinelos, a bermuda e a camiseta e caminho pela areia da praia. O mar está agitado, sento sobre os chinelos e miro pontos fixos e vagos no horizonte. Após alguns minutos de contemplação entro no mar mexido. Depois caminho até o caminho dos pescadores, suo, contemplo o horizonte. Entro na padaria, peço um pingado, fuço o jornal e toco a vida lembrando que Rubem Braga, o cronista que melhor apreendeu o espírito carioca, vivia dizendo que são simples as boas coisas da vida. Simples , triviais e revigorantes.

terça-feira, 19 de maio de 2009

DO OUTRO LADO DO FOGO

Viajo as duas da tarde para o Rio. E para que não fique aqui no blog esse astral de apenas falatório sobre figuras públicas execráveis deixo um conto ( crônica ?) inédito para deleite ou tortura dos leitores. Dessa vez vai uma versão completa visto que é curtinho.
DO OUTRO LADO DO FOGO

Ainda respiro. E vi teus olhos do outro lado da fogueira antes de achar que estava morrendo. O que está acontecendo ? eu estava febril ou todo o tempo estava quente naquela noite fria quando vi teus olhos do outro lado da fogueira ?
Tenho saudade e este sentimento pesa. Saudade da tua gengiva alta que aparecia mais que os dentes à beira de um sorriso. Saudade da volta que demos, todos nus, ao redor do campo de pouso, saudade do teatro primal, dos rituais de iniciação, da mistura de vinho barato com pinhão e amendoim, do fusca à álcool que não pegava, da comida em volta da mesa, da pizza fria, da dor da obturação, das prestações infindáveis dos móveis baratos , dos quindins amanhecidos e dos sorrisos na varanda.
Ainda respiro e meu nariz escorre mais por nostalgia de corizas passadas do que pela umidade do presente. A umidade já não me afeta .Nem o mofo, o bolor , os ácaros e bichos do ar. Tanto faz se tenho pulmões vazados ou pleno fluxo de respiração. Tanto faz se ainda respiro pó, fuligem , pólen. Mas se eu respiro eu levito. Se levito eu sobrevôo . Se eu sobrevôo me alço a libélula, louva- a –Deus , mariposa barata . Pouso em planta, em folha, flor, esterco. Não cheiro nada. Sinto, não toco. E sem tocar em nada me vem a saudade de quando a fogueira arde, quando o velho atinge o cume, quando a mão encosta na cidreira, quando a grama volta a crescer, quando a forca dá em nada e quando o carrasco padece.
Sucede que o mundo cresce e eu não me tanjo. Gado velho esquece do tamanho do pasto e cai em valas, vilependia pernas, aumenta os hematomas, dá trabalho aos especialistas em saúde. Assim vejo a fogueira e tusso. Assim vejo a fogueira e pigarreio. Assim me incendeio e te vejo do outro lado. Se está quente – os nossos pulsos também ? – é porque respiro. Se respiro interfiro, sintonizo , arremato, mando sinais vitais aos que acham que eu “vareio”. Sou um neto de Guimarães Rosa , um produto do meu lixo, um caminhão cheio de ouriços, uma navalha cega, um verso esquisito de Bocage, uma ponte que ruiu , uma bocada insensata , uma equação errada, um botijão que explodiu porque esteve ali, sempre do outro lado da fogueira. E através dela viu teus olhos mas jamais os enxergou. Ao ter certeza disso tenho certeza de que não mais respiro. Mas estou em paz.
***

Ricardo Soares
07/07/03 , avenida Paulista, Sp.

a TAM errou sobre Ciro ?

Acordo e vejo o noticiário na internet. O blog do Noblat e a Folha dizem que a TAM admite ter errado no caso das passagens para a mãe do deputado megalô Ciro Gomes. Acreditem ou não, (tem gente no blog do Noblat que desconfia da versão da TAM agora) mesmo no caso dessa figura pública que eu deploro, não quero correr o risco de parecer injusto e acho honesto dar o link também para a versão da TAM. Clique aqui. O fato de eu não gostar desse sujeito por ter me passado um calote e por considerá-lo desequilibrado e mentiroso não tira dele o direito de se defender caso a TAM esteja mesmo errada. Se eu acredito ou não nessa versão é outra história que não cabe aqui.

Ciro Gomes e as passagens pagas com nossa grana


   Como os que frequentam esse blog bem sabem não nutro os melhores sentimentos pelo deputado megalô Ciro Gomes. Tudo pessoal pelo fato de execrá-lo como figura pública e por me dever dinheiro desde o ano 2000. Isso são favas contadas e não descontadas. Ciro me deve, não nega, mas não paga. Sua triste figura de rara arrogância , olhar e postura pseudo-imperial sempre gosta de encenar bravatas especialmente contra jornalistas. Recentemente o megalô esperneou com palavras de baixo calão contra a mídia e o ministério público por levantarem a suspeita de que ele teria pago com nosso dinheiro viagens de sua octogenária genitora. Até nesse blog demos ao megalô o benefício da dúvida. Mas eis que ontem foi revelado com justo alarde que o deputado boca rota mentiu duplamente. Mentiu ao dizer que sua mãe não viajou com dinheiro dos brasileiros e mentiu ao dizer que devolveu sua cota de passagens aos cofres públicos. Cliquem aqui e acompanhem a reportagem completa e bem apurada do site "Congresso em Foco". Um servição à opinião pública para revelar de fato quem é Ciro Megalô Gomes. Depois não digam que eu implico com ele...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

o inesgotável escritor de cartas Mário de Andrade

Escrevi aqui outro dia sobre a má interpretação que são dadas a alguns e-mails que enviamos. Os correios eletrônicos tem substituido as cartas nesses "tempos modernos" que estão cada vez mais parecidos com o título do famoso filme de Chaplin. Muito da história da literatura contemporânea no Brasil e no mundo foi contada e é sabida através das correspondências entre autores, ou das cartas de amor e de ódio de escritores de diferentes matizes. Fosse vivo o nosso Mário de Andrade seria um compulsivo redator de e-mails e não tenho a menor dúvida de que teria um ou mais blogs. Cada qual para os assuntos que lhe interessavam como música, literatura, cultura brasileira e afins. Mário escreveria e-mails a torto e a direito mesmo sabendo do risco deles serem mal interpretados e digeridos. Afinal ele foi dos mais incansáveis escritores de cartas que se tem notícia na literatura brasileira talvez perdendo apenas para o mestre Luis da Câmara Cascudo que pouco tendo saído de Natal construiu uma obra inigualável como escritor, folclorista e homem de cultura se valendo de uma fantástica rede de informantes no Brasil e no exterior. Câscudo era um Google do passado quando se referia a folclore.

Mas voltando ao Mário. Depois de virem a tona no decorrer dos anos tantos livros com a correspondência entre ele e poetas e escritores fundamentais ( como Manuel Bandeira e Fernando Sabino)a gente pensa que já viu tudo no que tange às cartas do autor de "Macunaíma". Pois eis que surge em 2009 mais uma faceta da epistolografia ( eita palavrinha chata !)de Mário. É o livro "Pio&Mário diálogo da vida inteira", a correspondência entre o fazendeiro Pio Lourenço Corrêa e Mário de Andrade entre os anos de 1917 e 1945. É um livro lançado pelas edições SESC/SP que eu não li mas já gostei. Aliás é a primeira vez na vida que escrevo sobre um livro que não li. E por que faço isso ? Por considerar que nada que venha de Mário de Andrade seja inaproveitável. E por considerar que os trechos que os divulgadores do livro nos selecionaram são bons. E por considerar que o aval do professor Antonio Candido ( muito amigo do fazendeiro de Araraquara-SP) e de Gilda de Mello e Souza mereçam muito mais que crédito ao afiançarem a personalidade rica , excêntrica e original de Pio Lourenço Corrêa que era 18 anos mais velho que Mário de Andrade , diferença etária que não impediu uma rica correspondência entre eles. Eu vou atrás do livro. Para aqueles que porventura estejam interessados o lançamento será no dia 25 de maio em São Paulo,no Teatro Anchieta/Sesc Consolação e no dia 3 de junho no Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro. À noite.

sábado, 16 de maio de 2009

A TERNURA EMBUTIDA

Urge uma explicação para a poesia/post logo abaixo. Essa madrugada lendo os lindos e sinceros comentários no meu post "Outras palavras escritas", que fala sobre a má interpretação que muitos e-mails podem gerar, dei de cara com um belo e terno comentário da leitora "Toda Pura" que insiste em não se identificar mas que se transformou numa leitora-imã. E o que vem a ser isso ? Simples . É a derivação de um conceito criado pelo meu amigo, o falecido escritor Caio Fernando Abreu, que dizia que haviam escritores-imãs que ao escreverem certos textos nos inspiravam imediatamente a produzirem outros. "Toda Pura" ao declarar que prefere me escrevendo com ternura deixou um lindo recado num momento especial quando eu estava particularmente tocado após a semana dificil que atravessei no trabalho.E assim provocou a poesia que lhes deixo abaixo. Obrigado "Toda Pura", leitora imã.
A TERNURA EMBUTIDA

Minha ternura é assim oblíqua, inexata
Muitas vezes metafórica

É uma ternura de tintura
Mal pintada nas paredes da memória

Minha ternura tem história
Tem olhos de manteiga
Barriga de palhaço

Minha ternura é um desenho inexato
Do tempo que eu furava o dedo com o compasso

Minha ternura mais que química é física
Matematicamente distribuída em hora errada

Minha ternura se perdeu num desvão da escada
Massacrada pela tirania da palavra
Minha ternura ficou escrava de um momento
Para existir é necessário provocar um acontecimento
Dentro de mim mesmo

Minha ternura é envergonhada
Difícil de ser laçada
Uma ternura complicada
Que para existir é preciso ser provocada

Mas por vezes minha ternura é aluvião
Chuva de verão, ronco de trovão
Vem do silêncio da alma
Ou do tropel do coração


***
Ricardo Soares/ madrugada de 16 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Outras palavras escritas

Palavras.Tantos anos gravitando ao redor delas, fazendo uso delas e sendo por elas usado e as vezes me vejo pego em armadilhas como aquelas que aprisionam as patas dos ursos. As vezes você quer dizer uma coisa quando escreve um texto, um bilhete , uma carta e aquele que recebe o recado entende exatamente o oposto. Isso se faz mais presente ainda nessa era dos e-mails onde palavras muitas vezes expostas a esmo, no calor do momento, arrebentam contra um muro de errôneas interpretações. Palavras mal interpretadas geram muitas distorções. Por isso, mesmo que você, como eu, tenha tantos anos de experiência no trato com elas pense muito mais de duas vezes antes de enviar um e-mail que você acabou de redigir. Confira para saber se tudo o que você escreveu está claro . E mesmo que você ache que está claríssimo pense que há sempre um outro lado que pode achar que nem tudo está transparente.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

a ausência do JN e a presença do JR

Afinal o que deve ser o telejornalismo nesse começo de século 21 com tantos portais internéticos, fotos e vídeos enviados por celulares e demais facilidades de informação imediata ? Bom,se telejornalismo for rapidez e eficiência em informar agora há pouco o Jornal da Record deu um olé no Jornal Nacional depois de mostrar a confusão em que ficou a marginal do Tietê em São Paulo e parte do bairro da Penha depois que moradores da região incendiaram ônibus e caminhões, depredaram veículos e trocaram tiros com a polícia. Todo o vandalismo teria sido em represália a prisão de traficantes da zona leste. A Record mostrou, inclusive com flashs ao vivo do local. O JN de Homer Bonner ignorou.

ACONTECEU NA MANCHETE

Há algum tempo escrevi aqui sobre a história dos Bloch (Os irmãos Karamabloch) escrita pelo Arnaldo Bloch que até deixou gentil comentário nesse roxo blog. LEIA AQUI. Já naquela ocasião tinha ficado tentado em comprar outro livro que gravita ao redor do universo da falecida revista MANCHETE. Por falta de nomes representativos ( puro preconceito)apesar de tentado não comprei “ACONTECEU NA MANCHETE- as histórias que ninguém contou" até que o meu amigo Walterson Sardenberg Sobrinho (ex-Manchete em São Paulo) me falou que o livro valia a pena pelo texto de alguns e pelos casos engraçados contados por outros. Berg (como é conhecido há muitos anos,alcunha que lhe impingi)tinha razão. O livro caudaloso em depoimentos, histórias e verbetes é muito legal apesar do tom triunfalista e ufanista que o costura como se todos que participaram da aventura de fazer MANCHETE tivessem participado da história da mais importante revista brasileira de todos os tempos o que é um evidente exagero.
O prefácio,belo texto de João Máximo e outros textos-depoimentos de Carlos Heitor Cony, Roberto Mugiatti, Lincoln Martins e até do megalomaníaco Renato Sérgio valem a pena ser saboreados. Uma idéia particularmente interessante nesse livro é aproveitar os cantos direitos e esquerdos das páginas com o que chamam de BLOG DA BLOCH , impresso em tipologia distinta às páginas em si. Nesse blog é que se colhem histórias curtas e deliciosas que fizeram o folclore de MANCHETE. Alguns dos personagens conheci de perto visto que entre 1980 e 1982 , na periferia disso tudo, fui repórter da sucursal paulista de Bloch Editores trabalhando principalmente para uma revista de caminhoneiros chamada BOLÉIA e posteriormente escrevendo algumas matérias para MANCHETE, PAIS E FILHOS, MULHER DE HOJE, DESFILE e ELE &ELA. A própria história da sucursal paulista da Bloch daria outro livro com seus mocinhos e bandidos. Berg com certeza daria conta disso muito bem.

terça-feira, 12 de maio de 2009

afinação e arte de lidar com pessoas-urubus

Escrevi aqui uma vez sobre pessoas –urubus. Aquelas invejosas, carregadas de maus fluídos e energias negativas, pesadas,às vezes literalmente, porque não raro as pessoas urubus são adiposas pois seus corpos refletem o pesado das almas muitas vezes embaladas por prozacs,estimulantes,acidulantes,tranqüilizantes. Sou por sorte completamente blindado contra as pessoas urubus mas fato é que desde sempre em minha vida profissional e pessoal sou cercado por elas. A tal ponto que consigo hoje catalogar os principais espécimes de pessoas urubus. Recomendo contra elas ,além das defesas de praxe que são ignorar a inveja delas e não entrar na baixa freqüência que emitem, tomar um banho de folhas de aroeira ou de sal grosso.Ou dos dois pra prevenir. Mas vamos aos principais tipos de pessoas urubus :

1. Urubu baba-ovo : uma praga recorrente não só no serviço público mas também na iniciativa privada. O urubu em questão se aferra ao cargo que ocupa como se aquele cargo e aquele emprego fossem o único do mundo. Ali postos bajulam freneticamente seus superiores imediatos enchendo-os de elogios e mesuras. Confundem amizade com trabalho e sempre querem estar ao redor dos superiores insinuando intimidade. Adoram abordar os chefes fora do expediente pra bajular mais um pouco e prometer soluções miraculosas onde só é necessário o bom senso. Em tempo : tome cuidado porque esse urubu morde. Num dia o chefe pode ser o maior Einstein do mundo mas se contrariar o urubu ele vai morder e passará a achar o chefe apenas "um lixo", um pavão, um privilegiado, um apadrinhado.

2. Urubu bandeira : está sempre querendo saber pra onde você vai, com quem vai. O que você fez ou o que você fará. Enxerga sempre as possibilidades e saídas mais catastróficas pois se suas urubuzentas previsões se confirmam ele só tem a dizer : “ eu não te falei, eu não disse que isso não ia dar certo ?”. Ele dá a maior bandeira de sua negatividade e inveja por isso é muito fácil de ser identificado a olho nu.

3. Urubu rêmora : rêmora é aquele peixinho que vive grudado no tubarão se alimentado dos restos que ele deixa ou mesmo dos parasitas que estão nas suas costas. O urubu rêmora também pode ser chamado de assessor político. Gruda ferozmente nas costas do parasitão e vive feliz como parasitinha. Conheci um exemplar fêmea dessa raça que anda ultimamente protestando contra a perda de seu cargo de diretora do Senado por ter ajudado seu tubarão em campanha política quando ainda era diretora da desacreditada e combalida casa parlamentar. O urubu rêmora pode,como no caso dessa assessora, ter orelhas imensas fruto de disfunção genética e do condenável hábito de espichar os ouvidos para ouvir conversa alheia.

PARA UIVAR NA CALÇADA (trecho)

Desavergonhando-me aos poucos vou colocando, pouco a pouco, trechos de contos inéditos e antigos. Até como forma de lançá-los às feras, quem sabe testar perante vocês se eles merecem ou não serem publicados um dia.Esculhambem se for o caso,mimem se for merecido. Esse abaixo tem mais de 10 anos. Aliás foi escrito no dia 1º de maio de 1998. Lembro que é um trecho! Não publicarei aqui contos inteiros. Quem sabe um dia apenas os minúsculos por inteiro.

PARA UIVAR NA CALÇADA
“ Doutora , seja sincera , que coisa mais esquisita é um homem ficar assim expondo suas vísceras para todo mundo, ficar assim mostrando seus problemas na frente da multidão . Como é que pode deixar tanta ferida exposta ? não é uma coisa deprimente ? eu não consigo entender, sinceramente. Tem coisas que a gente guarda, não fica aí mostrando para a humanidade. Frieira, espinha na bunda, dente com comida, intestino solto, poesia vagabunda . Que é isso ? é preciso manter um pouco de dignidade. Como é que um homem chega a esse ponto ? Não ,não venha me dizer que a gente chega a esse ponto porque está com a auto -estima no chão . Tudo bem, nem isso justifica. Se o cara teve problema na família quando era pequeno, se apanhou do pai com cabo de vassoura, se a mãe trepava com o dentista, se a irmã era lésbica escandalosa nem isso justifica. Olha, olha eu não conheço mesmo o ser humano. Que porra é essa ? como é que se pode ajudar um cara assim se parece que ele não quer ser ajudado ? . Acho que chegou num ponto em que ele não pensa mais. Cabeça oca mesmo. Não adiantou nada, nada. Chega a um ponto que nem dó a gente tem . Tem raiva mesmo. Isso não é ser homem é ser uma barata. E como acordar em um dia frio e virar uma barata como naquela história daquele escritor... ele era tcheco não era ?... então , pois é , como é que pode ? sei lá eu fico pensando que agora só falta o cara comer cocô. Aonde é que ele pode chegar mais nesse processo de auto-destruição ? será que não tem limites ? olha eu vou falar viu doutora ... nunca vi coisa igual nos meus 53 anos de vida ! e olha que eu não sou um cara antiquado não. Me acho até um cara moderninho para a minha idade . Tenho uns amigos gays, fumei maconha, cheirei cocaína e nos anos 60 até de suruba eu participei.
Sabe como é né ? naquela época com o pessoal que eu andava se a gente não entrasse nessa tava por fora ... sabe como é né ? , aquele pessoal de teatro, ninguém é de ninguém , viva e deixe viver, aqueles papos... por isso é que digo que não sou antiquado não ! mas, porra , que negócio é esse ? o que fazer agora ? olha se eu vim aqui pedir sua ajuda é porque não sei mesmo o que fazer. Eu lido muito mal com essas coisas que eu não entendo. Fico estatelado. Me dá um pavor maior do que a morte quando eu fico na frente de uma coisa diante da qual eu não tenho controle.(...)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Serrágio


Desculpem se volto ao assunto mas é realmente inadmissível o número de pedágiso que existe entre São Paulo e Ribeirão Preto. Hoje voltando para Sp pude mais uma vez constatar que você não consegue dirigir mais do que 20 minutos, no máximo meia hora, sem pagar um pedágio para os cofres do Serra. Um absurdo. Não se trata de pregar desobediência civil ou promover a baderna mas por muito menos vi moradores da grande Buenos Aires detonarem cabinas de pedágio quando consideravam abusivos os valores cobrados. Aqui a sempre em voga passividade nativa faz com que autoridades usem e abusem do nosso direito de ir e vir e não fazemos nada. Nem um movimento civil organizado contra essa barbaridade e muito menos um chacoalhão ao estilo argentino. Pagar muito mais do que 100 reais por uma ida e volta a Ribeirão Preto é um escândalo.

domingo, 10 de maio de 2009

o oficialesco e o popular

Bela manhã em Ribeirão Preto. Passeio pelo novo mercado municipal da cidade, na zona sul, onde compro dois vidrões de pimenta biquinho, aquela vermelhinha que não arde. Um vidrão para mim outro para deixar para a filha e o genro. Depois damos um pulo no belíssimo parque Curupira (foto) inaugurado em 2000 e rebatizado de forma oficialesca de parque Luiz Roberto Jabali em 2004. Jabali foi prefeito de Ribeirão e sabiamente o povo da cidade continua chamando o parque de Curupira. Apesar dos poderes constituidos sempre tentarem nos impor a imortalidade dos políticos por decreto eles continuam tendo e desfrutando de seus poderes de forma efêmera. A imortalidade não se impõe. Que o diga o Curupira.

mais de pedágio do que de diesel

Em Ribeirão Preto, visitando a filha e o genro, vou jantar no sensacional restaurante de comida nordestina que tem o singular nome de " O Epicurista". Ranzinza, constato e reclamo que gastei muito mais com os pedágios para vir até aqui ( oito pedágios, contando o do Rodoanel) do que com o diesel que meu jipe consome. É a maravilhosa política de inclusão social do governo Serra.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

jeito sutil de clamar pela educação alheia


As fotos foram feitas em incursão pelo interior do Amapá em longa incursão minha pelo Estado entre julho e outubro de 2006

quinta-feira, 7 de maio de 2009

JORNAL NACIONAL 1, 2 E 3

Evito de assistir ao "Jornal Nacional" para não me aborrecer. Até porque raramente estou em casa nessa hora. Mas hoje, quase entrando no banho, eu ligo a tv e lá está Bonner, o que considera seus telespectadores, como uma porção de Homers Simpsons .
Jornal Nacional 1- Bonner e a risível formalidade

Liguei e o gênio Bonner entrevistava um menino meteorologista do INPE que tinha idade pra ser filho dele . A certa altura Bonner chama o garoto de "senhor" e sem prejuízo da resposta bem elaborada o menino mal conseguiu disfarçar o risinho pois nunca na vida deve ter sido tratado com pronome de tratamento tão inadequado para alguém de sua idade. É que os manuais de boa conduta do JN acham mui respeitoso chamar quem quer que seja de "senhor"...puxa como sou mal educado. Sou um Homer mesmo!

Jornal Nacional 2- Bonner&Fátima e o deputado que nos lixa Por outro lado não posso negar que o casal telejornal nos prestou um serviço ontem ao revelar ao país quem é mais um deputado picareta,agora um baixo cleríssimo do PTB do Rio Grande do Sul chamado Sérgio Moraes (foto) que é o relator do processo contra aquele outro picareta, o deputado mineiro do castelo,o Edmar Moreira. Como Serjão picaretão (que é presidente do conselho de ética da Câmara)quer livrar a cara do Edmar picaretaço a imprensa deu uma prensada no elemento e ele chiou.Disse que gostaria que a opinião pública se lixasse. Nós todos, a opinião pública, só não podemos desejar o mesmo ao deputado- picareta , que ele se lixe, porque ele usa verbas e privilégios que lhes concedemos. Eles são nossos empregados e nos devem satisfações .Do contrário gostaríamos ,todos nós, que todas as excelências se lixassem...

Jornal Nacional 3- O presidente paraguaio e o nosso presidenteMostra o JN que Fernando Lugo, presidente e reprodutor paraguaio, veio pedir ao Lula que o Brasil pague mais pela energia que compra do Paraguai. Por uns momentos Lugo troca uma obsessão por outra. Parou por algumas horas de frequentar alcovas das nativas do seu país num massivo programa de repovoamento do Paraguai e veio atrás dos nossos dindins. Mas não façam glosa com o Lugo. Desde que o Brasil sangrou milhares de homens na Guerra do Paraguai os varões ainda andam escassos por lá. Por isso Lugo leva seu programa de governo a sério e faz filhos na pátria.

vagas para idosos e deficientes

Em todas as grandes capitais brasileiras a regulamentação de vagas para idosos e deficientes físicos em shoppings, defronte a lojas e ruas só evidencia a nossa crônica falta de educação. Não há um só dia que eu não veja flagrantes desrespeitos. Ontem no shopping Villa Lobos em São Paulo todas as vagas de idosos estavam ocupadas. Enquanto eu tentava estacionar o carro duas patricionas botocadas rindo a beça com sua inúmeras sacolas de compras entravam felizes num Corolla dourado. Eram terrivelmente plastificadas como pacientes do dr. Hollywood mas não eram idosas. As idosas provavelmente seriam mais dignas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

UMA REVISTA DE BRASIL NA TV BRASIL


Os repórteres Humberto Borges, Chris Araripe e Mariana Monteiro

O programa chama "Revista Brasil" mas na verdade é uma revista de Brasil na medida em que, a grosso modo,trata de temas e questões referentes a cultura, comportamento e questões sociais. Temas para lá de abrangentes, desafios para lá de gigantescos para se fazer uma revista dominical de uma hora de duração com três temas e finalizada de maneira minimamente original , fora da mesmice corrente nas linguagens jornalisticas televisivas. O programa vai ao ar todos os domingos das 17 às 18 hs na TV BRASIL e cabe ao telespectador julgar se temos ou não cumprido nossos objetivos.Na minha avaliação sim mas eu sou o suspeito número 1 para falar no assunto visto que formatei o desenho final do programa e o supervisiono. Na verdade se falo aqui de mim e do programa é pra repartir com meus amáveis leitores a alegria de ter assistido a um belíssimo programa que foi ao ar no último domingo que tinha como temas Moda, Feiras, Infância e Samba do Trabalhador.A apresentadora Luiza Sarmento

Tudo tratado de maneira ágil com roteiro enxuto e edição e sonorização competente. Em que programa afinal você poderá saber que na Cidade de Deus tem uma escola de moda chamada Lente dos Sonhos ? Conhecer feiras livres de Copacabana, Laranjeiras, a feira nordestina de São Cristovão ou a oriental do bairro da Liberdade em São Paulo ? E tudo ao mesmo tempo agora ? Isso sem falar de uma feira de carros usados no Rio, o projeto "Gol de Letra" na sua sede carioca e o maravilhoso projeto "Samba do Trabalhador" ( que tem a frente o craque Moacyr Luz) em pleno Clube Renascença no Andaraí.De quebra você ganha a poética crônica televisiva do Humberto Borges, conhece uma garotinha incrivel que mantem um blog com historinhas originais e passeia pelas ruas do Rio ( e às vezes São Paulo e outros estados) conduzido pelas mãos das repórteres Mariana Monteiro, Chris Araripe e Fernanda de David. Ah, estou puxando muita sardinha para a minha brasa mas é que todos os aqui citados ( mais a apresentadora Luiza Sarmento , a editora- executiva Sonia Nunes, a produtora - executiva Fabianna Amorim e todos os demais. Cliquem aqui. ) sabem o quanto fui econòmico nos elogios até pouco tempo atrás e tão pródigo em criticas até achar que todos tinhamos encontrado nosso tom. Com altos e baixos esse tom está no ar. E, com o perdão do clichê, tenho orgulho dessa equipe que vencendo tantas dificuldades técnicas e operacionais tem mantido um programa de Brasil da maior dignidade. Faz pouco mais de um ano que temos esse formato e nesse período tivemos alguns ajustes, nenhum deles traumático. Sou grato aos que pelo programa passaram , ajudaram na sua consolidação, mas não ficaram. Tudo na vida são ajustes. As vezes ajustamos, as vezes somos ajustados mas jamais minha avaliação dos profissionais foi pessoal e sim profissional. Sucede que principalmente em cargos de comando é preciso ter a frente espíritos agregadores, positivos, otimistas e nao anacrônicos. Em tv hoje em dia ninguém inventa a roda mas se recriam velhos traçados. Pela resposta dos telespectadores, pela equipe que trabalha com bom astral e por todo esse grupo que mantém o programa de pé queria aqui render minha homenagem a essa equipe. E recomendar que vocês assistam ao nosso "Revista Brasil" da tão falada TV Brasil que como já lembrou a Helena Chagas (diretora de jornalismo dessa tv) em artigo no Estadão é uma tv muito criticada por aqueles que não a assistem. Posso lhes garantir que a equipe do Revista Brasil e vários outros programas da casa (tanto da área de jornalismo como da de produção onde estou inserido) está tentando é fazer televisão. Nos dêem pelo menos o benefício da dúvida antes de sair atirando.

"O AMOR É IMPORTANTE. PORRA"

( E PRODUZ LIVROS LINDOS)


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa
Nunca fui dado a escrever ensaios o que requer razão , sensibilidade, experiência e paciência, atributos que me são raros. Me considero ainda uma experiência inconclusa e ensaio, isso sim, o que vou querer ser depois dos 50 que completo no mês que vem. Mas não vim aqui para falar das crises de um senhorzinho de meia idade mas para falar do amor dando voz a uma visceral pichação que ronda São Paulo nos últimas semanas e que sentencia: “ O amor é importante.Porra”.

Dando vez a esse pensamento eu junto a pichação ao poema de Álvaro de Campos para dizer que o amor é importante e que nem todas as cartas de amor são ridículas e mesmo que nelas estejam embutidas tantas nuances ridículas podem ser uma explosão, um clarão no meio da noite, algo que nos ajusta nos prumos ou nos tira deles de uma vez. Afinal é assim que me sinto após ler talvez o que eu considere a mais linda carta de amor que um homem escreveu à sua mulher, o belíssimo, o pungente, o comovente livro de André Gorz chamado “Carta a D. História de um amor” que ele dedicou a Dorine, a mulher com quem viveu quase 60 anos.Após ler esse livro sinto que sou um homem de merda,repleto de egoísmos e crédulo em falácias, alguém que como muitos não sabe dividir sequer um capítulo inteiro dessa aventura chamada vida com o perdão do lugar–comum para lá de infame. É que após ler Gorz eu me sinto infame.Indigno de receber o amor de qualquer mulher porque jamais conseguiria como ele repartir sequer uma pequena fração do que ele deu pra viver a dois o que ele poderia (teria conseguido?) vivenciar sozinho.
Judeu austríaco, nascido em Viena, Gorz – cujo nome verdadeiro era Gerhard Horst -fugiu do nazismo para a Suíça e, depois, foi para a França onde se tornou um jornalista e pensador político influente nos anos 1960. Seguidor de Sartre, combinou existencialismo com marxismo, fundou e militou no maoísmo e foi um dos grandes inspiradores dos estudantes que se revoltaram no maio de 68 parisiense. Depois migrou para a questão ecológica nos anos 1970 e repensou suas bases de ação política. Sua obra influenciou muita gente de gerações anteriores à minha aqui no Brasil onde ele é ainda pouco conhecido, com poucos livros publicados como “Metamorfoses do Trabalho” e “Misérias do Presente, riqueza do possível”.
Sua história de intelectual e escritor é apenas um fugaz pano de fundo em "Carta a D." pois ele prefere falar da sua longa vida ao lado de Dorine: do momento em que se conheceram – para ele uma paixão a primeira vista – aos tempos de pouco dinheiro até períodos de tranqüilidade financeira e emocional quando doavam o que tinham em excesso. A descoberta de um erro médico provocou em Dorine uma doença progressiva que lhe limitava os movimentos e trazia dores horríveis. Gorz então se retira do mundo intelectual para cuidar dela. Se exilam numa casa de campo na França, onde ele se redime das muitas noites que a deixou de lado pra ler e escrever e passa praticamente a viver pra cuidar dela. Ele coloca o amor em primeiro lugar e penso comigo que deve se amar mesmo uma mulher que como Dorine disse a ele , um escritor : “Amar o escritor é amar que ele escreva”. Ou seja , se ela o chamava pra se deitar é apenas para provar que o queria ao seu lado , aquecendo seu corpo nas noites de frio. Mas sabia que o chamado da escrita era maior, mais forte, mais urgente como foi o ato de amor extremo que ambos cometeram em setembro de 2007 quando se suicidaram com uma injeção letal pois ele diz quase ao final de “Carta a D.” : “Nós desejaríamos não sobreviver um à morte do outro”.Lendo o livro, por incrível que pareça, a gente acaba achando que o desfecho da vida deles não é tão trágico como parece. Um amor como o deles era feito de dois mesmo. Sozinho eles não sobreviveriam. Desde ontem a noite quando acabei de ler esse livro eu concordo mais do que nunca que “O amor é importante.Porra”. E que nem todas as cartas de amor são ridículas. Muitas delas podem ser uma catarse, uma revelação, uma certeza de que após a leitura delas nada será como antes. O livro é bonito demais e para quem duvida,começa assim:
“Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável.
Já faz cinqüenta anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.”

Ps. Serei eternamente grato ao meu amigo Fernando Costa, publicitário e enfant- terrible cearense que me recomendou vivamente a leitura desse livro adquirido mês passado quanto estávamos juntos na livraria Cultura do conjunto Nacional em São Paulo. Nós dois, quase cinquentões, estamos ficando “passionais por dentro” como diria o sambista Jorge Aragão.

terça-feira, 5 de maio de 2009

educação fora da ordem ?

Em relação a educação nesse país alguma coisa parece estar profundamente fora da ordem quando o garoto propaganda da Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro) é Luciano Huck a exemplo do que fez anos atrás a Uninove ( São Paulo)que usou Miguel Falabella repetindo o bordão de que a "Uninove é dez".

A PRIMEIRA NOITE ( um trecho)

Não vos entediarei. Por isso coloco abaixo apenas um trecho de um conto ( inédito como tantos outros) escrito há quatro anos. Apenas me surgiu o desejo de colocá-lo aqui. Sem mais , sem menos. Ou talvez atendendo de maneira inconsciente a um pedido da leve e solta blogueira e leitora Mara ( do blog Leve e Solto, aqui linkado)que diz sentir falta de postagens outras que não detonem sempre os mesmos personagens.

A PRIMEIRA NOITE
Amanhece e da varanda olho a mata quase defronte a casa maltratada. É o fim da primeira noite que vivo sem você. Foram tantos anos que eu ainda me pego aqui sem saber como sobrevivi. Sempre achei que a primeira noite sem você fosse impossível de ser vivida mais eis-me aqui de pé com uma caneca de café entre as mãos olhando para a mesma mata que você gostava de mirar todos os dias. Sou eu mesmo embora não seja. Minhas mãos, meus dedos , minhas articulações, meus joelhos, meus olhos, meu cu. São todos os mesmos embora eu não seja o mesmo depois dessa primeira noite.
Nesse local ermo onde a casa maltratada está erguida há mais de cinqüenta anos podemos ver as estrelas de noite porque as ruas não são iluminadas e o centro da cidade está muito longe. Parte dessa primeira noite sem você foi vivida assim. Contando estrelas- novidades. Estrelas que nunca vi e outras das quais perdi a pista desde a infância mais tenra. Assustei-me inclusive que algumas delas tenham estado no mesmo lugar durante todos esses anos. Eu é que não as percebia ou não queria notá-las preocupado que estava com todos os fantasmas que vivem ao redor da luz. Aliás o grande erro da humanidade é este . Achar que os fantasmas estão nas trevas quando na verdade vivem ao redor da luz. (...)

domingo, 3 de maio de 2009

CIRIM MALUQUIM , O CALOTEIRIM ...

Um querido amigo, o arquiteto Percival Brosig, de tantas glórias e tradições me enviou esse artigo do jornalista Augusto Nunes sobre um dos mais bizarros personagens da cena política brasileira, o contumaz caloteiro e boca rota Ciro Megalô Gomes. Todos sabem que sou suspeito pra falar dele por isso fico satisfeito quando outras tantas vozes como a do Augusto (com quem trabalhei a convite dele como repórter especial do Caderno 2 do Estadão) se levantam contra esse maníaco celerado que devia ou ser internado num sanatório por sua megalomania ou então esquecido não fosse sua eterna e risível pretensão em ser presidente dessa República.Mas passemos ao artigo do Augusto antes que eu me "entusiasme" demais em detonar o megalô.


O menino maluquinho do Ceará virou um cinquentão muito doido

Augusto Nunes, 27/4/2009

Na campanha de 2002, o candidato Ciro Gomes desfiava promessas no horário eleitoral no rádio quando um ouvinte lhe perguntou se pretendia ser presidente da Suiça. ”Lá é parlamentarista”, subiu o tom o orador. ”É só um aviso aí pra esses petistas furibundos. Tem que fazer as perguntas com um pouco mais de cuidado pra largar de ser burro”. Pegou mal, não demorou a entender o próprio Ciro, que levou alguns dias para balbuciar o inconvincente pedido de desculpas e recitar a frase tão verdadeira quanto uma cédula de 3 reais: ”Nunca agredi ninguém em minha extensa vida pública”.

Como?, espantaram-se os mandacarus do sertão e as areias do litoral do Ceará. Ciro rima com grosseria desde a primeira subida ao palanque. Em 1994, por exemplo, quando ainda se enfeitava com plumas de tucano, foi à luta contra o partido que apoiaria no século seguinte: “Os políticos do PT são uns mijões nas calças”, resumiu numa entrevista. Em 2002, portanto, tinha pelo menos oito anos de milhas acumuladas. De lá para cá, o que andou fazendo e dizendo transformou o antigo menino maluquinho num cinquentão doido demais.

Entre os melhores dos seus piores momentos inclui-se o confronto com celebridades que se opõem à transposição do Rio São Francisco e visitaram a Câmara dos Deputados em fevereiro de 2008. Avesso a aparecer no local do emprego, o fervoroso partidário do projeto estava lá para recepcioná-los. Para encurtar a conversa, mirou a atriz Letícia Sabatella e apertou o gatilho: ”Não sei se estou no mesmo lugar que o seu, mas é parecido. Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa. às vezes suja de cocô. Mas minha cabeça, não. Meu compromisso, não”. Letícia achou que aquilo nem merecia resposta.

Três meses depois de Letícia, chegou a vez de Luizianne Lins, prefeita da capital cearense em campanha pela reeleição. Cabo eleitoral da candidata Patrícia Saboya, senadora e mãe de seus filhos, o deputado federal estacionado no PSB (depois de escalas no PMDB, no PSDB e no PPS) deu uma geral na paisagem e soltou o diagnóstico: “Fortaleza é um puteiro a céu aberto”. Para não perder o apoio do governador Cid Gomes, irmão de Ciro, a prefeita fez de conta que não ouvira direito. Cid também. O resto da família não fez comentários.

Neste abril, o cearense brigão pousou no Congresso disposto a transformar em endereço permamente o Sanatório Geral, que o hospeda há 14 anos. Irrompeu no plenário bravo com os colegas que acham prudente usar a cota de passagens aéreas com menos desfaçatez. “Até ontem era tudo liberado!”, esbravejou. “Então, por que mudar? É um bando de babacas!”. Ficou mais bravo ainda quando soube que viera do Ministério Público a informação de que havia financiado com dinheiro da Câmara, tungado dos contribuintes, um giro internacional da mãe. “Ministério Público é o c........!”, caprichou. ”Não tenho medo de ninguém! Da imprensa, de deputado! Pode escrever o c........ aí!”, recomendou aos jornalistas. A recomendação foi atendida, mas nem por isso Ciro Gomes reduziu a marcha. “Até parece que isto é um pardieiro de salafrários!”, irritou-se no dia seguinte com o noticiário. E então sumiu de novo.

Candidato do PSB ao Planalto até a semana passada, Ciro talvez tenha de mudar do partido para continuar na corrida: os correligionários ficaram assustados com a performance do artista. Também candidato ao Planalto, mas pronto a estender a mão aos concorrentes, o senador Cristovam Buarque, do PDT, sugeriu-lhe uma brusca mudança de rota. ”Quem quer ser presidente não precisa estudar em Harvard”, ensinou. “Precisa é conhecer o Vale do Jequitinhonha”".

Como qualquer brasileiro com mais de três neurônios, Cristovam sabe que Ciro Gomes precisa é de um curso intensivo de boas maneiras. Se o senador anda achando que a solução está no Jequitinhonha, decerto descobriu que as mães daquela região mineira continuam lavando com sabão a boca de moleques que dizem palavrões em público.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

a gripe suína e o humor da BLOGUEIRA MEXICANA

A moça da foto se chama Elizabeth Villeda. Seu gato chama-se Lomuffin.Os dois vivem em São Luis Potosi, México, a 428 km da capital, quatro horas de viagem. Converso com ela (uma colega blogueira/mexicana de 26 anos, talentosa e que trabalha no site www.elsonido13.com)no msn SIMULTANEAMENTE à redação desse post e até agora foi dela que recebi os relatos mais confiáveis do que li a respeito do estado de espírito dos mexicanos . Leiam um trecho do diálogo abaixo.Ela assina hoje como "misey is a butterfly" :

Misey is a butterfly diz:
pues la gente esta en psicosis

Misey is a butterfly diz:
a mi personalmente me parece muy sospechoso

Misey is a butterfly diz:
hay muchas contradicciones

Misey is a butterfly diz:
y todo parece una cortina de humo

Misey is a butterfly diz:
o una epidemia "planeada"

Misey is a butterfly diz:
lamentablemente

Misey is a butterfly diz:
sea o no planeada

Misey is a butterfly diz:
esta afectando el trabajo, el comercio, a la gente

Misey is a butterfly diz:
y si ya estabamos en crisis...ahora estamos peor

Se a foto acima demonstra bom humor a foto abaixo demonstra talvez o real estado de apreensão de Elizabeth e de seus conterrâneos em Potosi :

Por muitos motivos, pela velocidade da internet e pelo milagre dos blogs que permitem contatos como esses eu aconselho aos interessados no assunto ficarem ligados no blog dela que, de resto, é muito bom . Cliquem aqui.

Junte-se a isso um link que me foi passado agora de manhã pela fotógrafa Adriana Guivo, minha aluna no curso de pós graduação em jornalismo cultural da Faap. A irmã dela mora na cidade do México e deu essa entrevista para o site da revista Marie Claire. O negócio está mesmo assustador. Cliquem aqui

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